Hospitais de campanha do Rio de Janeiro não tinham prazo final de entrega em contratos

Durante uma reunião na segunda-feira, 29, feita pela Comissão Especial de Fiscalização dos Gastos na Saúde Pública durante o período de pandemia do novo coronavírus e pela Comissão de Saúde, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o superintendente do Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde), Hélcio Watanabe, informou que a Organização Social (OS) não tinha uma data para a entrega nos contratos dos sete hospitais de campanha que deveriam ser construídos no estado do Rio de Janeiro.

A OS recebeu do governo do estado R$ 256 milhões, referentes ao contrato geral de R$835 milhões para a construção das unidades. O último pagamento foi feito no dia 08 de maio.

Hélcio, em justificativa, argumentou que havia um comprometimento por parte da organização em entregar as unidades o quantos antes e afirmou que todos os atrasos foram comunicados ao governo.

Em uma de suas falas, o superintendente diz que “ apesar dessa data final para a entrega não estar definida em contrato, não queríamos atrasar as obras, no entanto tivemos dificuldades para elaborar um projeto de construção das unidades em decorrência de ser uma doença pouco conhecida mundialmente. Não tínhamos noção de como a doença ia evoluir e, além disso, tivemos mais de 40 mudanças estruturais durante o processo das obras”

Entramos em contato com a Secretaria de Estado de Saúde para saber o posicionamento dos responsáveis sobre estudo que seria feito, em razão da possibilidade dos hospitais não serem abertos, e em nota, foi informado que a nova gestão da pasta irá analisar a situação dos hospitais para uma decisão definitiva sobre as unidades.

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