Hospitais de Campanha fluminenses podem não abrir

Hoje, 22, o Secretário Estadual de Saúde, Fernando Ferry, pediu demissão do cargo e pediu desculpas à população fluminense, dizendo que havia tentado exercer o cargo. Fernando havia iniciado seu trabalho no dia 17 de maio no lugar de Edmar Santos, que foi exonerado após atrasos na instalação dos hospitais de campanha e desgaste provocado por denúncias de fraudes na licitação para a compra de respiradores. O novo secretário de saúde será o coronel do corpo de bombeiros Alex da Silva Bousquet.

A secretaria estadual de saúde também divulgou hoje, um estudo que recomenda que os cinco hospitais de campanha que ainda não foram inaugurados no estado não sejam abertos, dentre eles o hospital de Nova Friburgo. Das 7 unidades dos hospitais de campanha prometidos foram entregues apenas o do Maracanã e o de São Gonçalo. Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Casemiro de Abreu e Nova Friburgo ainda não tiveram os hospitais de campanha entregues, sendo que, inicialmente, o prazo de entrega era previsto para o dia 30 de abril.

Para justificar a possível não abertura dos hospitais de campanha, está a taxa de ocupação nos leitos das três esferas de governo no Rio de Janeiro, em que cerca de um terço está em uso. Especificamente para o novo coronavírus, a ocupação na rede estadual é de 59,9% para UTI para adultos e 56,7% para enfermaria de adultos. Outro motivo para a não abertura dos cinco hospitais de campanha no estado apontado pelo documento é o custo mensal de leitos.

Segundo o estudo, o custo por leito de UTI no hospital de apoio é de R$ 43.780,82; e, no de enfermaria é de R$ 33.951,45.

Em maio, o ex Secretário Estadual de Saúde, Fernando Ferry, havia dito que algumas unidades poderiam não ser entregues, segundo ele, números positivos da pandemia poderiam fazer o estado desistir dos hospitais de campanha. De R$ 1 bilhão que o governo do Rio destinou para o combate à covid-19, R$ 836 milhões foram destinados para o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde, o IABAS. Desse montante, o estado já tinha adiantado R$ 256 milhões.

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