Secretaria de Educação estabelece data para fim do ano letivo na rede estadual

Hoje, 14, foi publicada no Diário Oficial do Estado, a terceira resolução da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), que organiza e reestrutura o atual ano letivo em todas as modalidades do Ensino Fundamental e Médio da rede estadual.

O ano letivo, diferente dos anteriores, não será divido por bimestre, mas sim, por um bloco único chamado “ciclo de aprendizagem” que teve início em fevereiro e terminará no dia 22 de dezembro. Os alunos que participarem do processo avaliativo não deverão ser reprovados, independentemente do valor de suas notas.

A resolução também estabelece que as unidades escolares deverão monitorar a participação dos estudantes no ensino remoto, ou presencial, com atenção redobrada aos que possuem uma situação potencial de abandono. No caso, alunos que não frequentaram o início do ano letivo presencial, não tiveram acesso ao ensino remoto e não retornaram às atividades presenciais.

De acordo com a Secretaria de Educação, o objetivo é colocar em prática, no ano que vem, o chamado “Continuum Escolar”, aprovado pelo Conselho Nacional de Educação, que prevê atividades extras, incluindo remotas, dobrando o conteúdo para dar conta do que foi perdido durante a pandemia. Além disso, o ano letivo que vem pode ter uma opção de reforço aos alunos que estão no final do Ensino Médio Regular ou do IV Módulo da Educação de Jovens e adultos.

Ciclos de aprendizagem

O ano letivo de 2020 acabará no dia 22 de dezembro e totalizará 188 dias de efetivo trabalho escolar, com o mínimo de 800 horas, para o Ensino Regular, e 153 dias de efetivo trabalho escolar, com o mínimo de 400 horas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Como citado anteriormente, será feito apenas por um bloco denominado “ciclo de aprendizagem”.

Na modalidade, os alunos serão avaliados com apenas uma nota (de zero a 10), por matéria, considerando todas as atividades realizadas ao longo do ano, sejam aulas presenciais, no Google Classroom, videoaulas, ou por meio das apostilas.

De acordo com o Secretário de Educação, Comte Bittencourt, os professores terão autonomia para avaliar seus alunos, levando em consideração tudo o que o jovem estudou e teve acesso em 2020, mas não há possibilidade de reprovação.

Em 2021, com o possível retorno total das aulas presenciais, será feito um diagnóstico com cada aluno, para que seja possível estabelecer um itinerário pedagógico e corrigir o déficit nas disciplinas principais.

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