Câncer de colo: estudo em Friburgo indica nova solução
abril 3, 2025
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Descoberta da UFF em Nova Friburgo revela potencial anticâncer em plantas da região
Descoberta em Nova Friburgo pode revolucionar tratamento do câncer de colo
A pesquisadora Aislan Fagundes, do Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF) da UFF, identificou substâncias com ação anticâncer em plantas como jabuticabeira e goiabeira. O foco do estudo está no câncer de colo, um grave problema de saúde pública. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de novos medicamentos, com menos efeitos colaterais e maior eficácia contra tumores resistentes.
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Pesquisas com plantas da Região Serrana
O estudo analisou amostras colhidas em Nova Friburgo e Cantagalo, na Fazenda São Clemente. Essas regiões da Serra do Rio de Janeiro fornecem condições ideais para o cultivo de espécies da família Myrtaceae. As substâncias encontradas mostraram capacidade de inibir a proliferação de células cancerígenas.
Além disso, a pesquisa faz parte de um projeto maior, que busca alternativas naturais e menos tóxicas para o tratamento do câncer. De acordo com a pesquisadora, o trabalho é apenas o início, mas já oferece esperança para casos que não respondem bem aos tratamentos atuais.
Câncer de colo: um desafio global
Para começar, o câncer de colo afeta especialmente regiões menos desenvolvidas. Mais de 85% das mortes ocorrem nesses locais. Só em 2022, mais de 78 mil mulheres foram diagnosticadas com a doença nas Américas, resultando em mais de 40 mil mortes.
Apesar dos avanços, os tratamentos convencionais, como a quimioterapia, ainda geram sérios efeitos colaterais. Por exemplo:
Toxicidade hematológica
Toxicidade hepática
Toxicidade neural
Disfunção reprodutiva
Entretanto, a resistência dos tumores aos fármacos é outro grande obstáculo. Isso torna urgente o desenvolvimento de alternativas eficazes e menos agressivas.
Como resultado, o estudo da UFF de Friburgo aponta uma nova direção: o uso de substâncias naturais com propriedades anticancerígenas. “O câncer afeta quase um em cada cinco indivíduos ao longo da vida”, destaca Fagundes. “Essa pesquisa pode nos levar a terapias menos tóxicas e mais acessíveis.”
Por fim, a cientista reforça que a jornada está só começando. No entanto, os dados coletados são promissores e fortalecem a importância de investir em soluções locais e sustentáveis no combate ao câncer de colo.
Dessa forma, o estudo reforça que o combate ao câncer de colo pode estar mais próximo da natureza do que se imaginava.