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Intoxicação alimentar afeta mais de 600 milhões de pessoas no mundo segundo OMS

  • dezembro 28, 2024
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Nutricionista explica como prevenir e lidar com os riscos em festas de fim de ano

Intoxicação alimentar afeta mais de 600 milhões de pessoas no mundo segundo OMS

Com a chegada do verão e das festas de fim de ano, aumentam os casos de intoxicação alimentar. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), as Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) afetam cerca de 600 milhões de pessoas no mundo todos os anos, causando 420 mil mortes. No Brasil, entre 2007 e 2020, foram registrados em média 662 surtos anuais, com mais de 150 mil pessoas afetadas e 152 mortes.

A nutricionista Marcella Tamiozzo, professora do curso de Nutrição da Estácio, explica que os riscos aumentam nessa época devido a fatores como altas temperaturas, maior manipulação de alimentos e condições inadequadas de armazenamento.

“A elevação das temperaturas favorece a proliferação de micro-organismos em alimentos, tornando-os mais suscetíveis à contaminação. Eventos coletivos, como as festas de fim de ano, podem comprometer a higiene pela maior manipulação de alimentos por um número maior de pessoas e pela exposição prolongada à temperatura ambiente”, alerta.

Cuidar da higiene alimentar e seguir práticas seguras são as principais estratégias para prevenir a intoxicação alimentar. Assim, é possível aproveitar as festas e as férias sem comprometer a saúde. Como destaca Marcella:

“Prevenir é sempre o melhor caminho para garantir momentos saudáveis e agradáveis com a família e os amigos.”

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Nutricionista Marcella Tamiozzo, professora do curso de Nutrição da Estácio
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Principais agentes e sintomas

As bactérias Salmonella, E. coli, Shigella e Staphylococcus estão entre os micro-organismos mais comuns associados à intoxicação alimentar. Vírus como rotavírus e hepatite A, além de parasitas como Giardialamblia e Toxoplasma gondii, também podem ser responsáveis por contaminações.

Os sintomas incluem náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais. Casos mais graves podem causar febre alta, desidratação e até complicações fatais, especialmente em crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.

Como prevenir intoxicações alimentares

Para evitar que a intoxicação alimentar atrapalhe as comemorações ou as férias, a especialista preparou um guia com cuidados essenciais:

  • Armazenamento correto: mantenha alimentos perecíveis refrigerados abaixo de 5°C e utilize recipientes térmicos ao transportá-los.
  • Higiene na manipulação: lave bem as mãos antes de preparar ou consumir alimentos, utilize utensílios limpos e evite contaminação cruzada, separando carnes cruas de outros alimentos.
  • Preparação adequada: cozinhe completamente carnes, ovos e frutos do mar. Vegetais devem ser sanitizados com uma solução de uma colher de hipoclorito de sódio (água sanitária) para cada litro de água antes do consumo.
  • Evite alimentos de risco: descarte produtos com aparência ou cheiro alterados, e não consuma alimentos deixados fora da geladeira por mais de 2 horas.
  • Refeições fora de casa: optar por estabelecimentos com boas práticas de higiene; evitar alimentos crus ou mal refrigerados.
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Quando procurar um médico

A nutricionista destaca que é importante procurar atendimento médico nos seguintes casos:

  • -Se os sintomas persistirem por mais de 48 horas.
  • -Se houver febre alta, diarreia com sangue ou sinais de desidratação.
  • -Se ocorrerem vômitos intensos ou dores abdominais severas.
  • -Se houver fraqueza extrema ou confusão mental.
  • -Grupos como crianças, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas devem buscar ajuda médica ao primeiro sinal de alerta, pois têm maior risco de complicações.

 

Fonte: Universidade Estácio de Sá

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