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Fungo zumbi encontrado em Friburgo chama atenção da ciência mundial

  • janeiro 28, 2026
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A descoberta foi feita por cientistas que faziam uma expedição na Mata Atlântica da cidade serrana e foi eleita como uma das 10 mais importantes em 2025.

Fungo zumbi encontrado em Friburgo chama atenção da ciência mundial

Uma nova espécie de fungo zumbi foi descoberta na Mata Atlântica de Nova Friburgo e ganhou destaque internacional. O micro-organismo infecta aranhas de alçapão, se desenvolve internamente e libera esporos após a morte do hospedeiro. Batizado de Purpureocillium atlanticum, o fungo foi eleito uma das descobertas científicas mais relevantes de 2025 pelo Kew Gardens, em Londres. A pesquisa utilizou tecnologia portátil de sequenciamento genético, permitindo análises imediatas no campo. Além do impacto científico, o estudo aponta possíveis aplicações na medicina, já que fungos produzem substâncias usadas em antibióticos. A descoberta reforça a importância da preservação da Mata Atlântica e coloca Nova Friburgo em destaque no cenário científico mundial.

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O Fungo zumbi foi descoberto na Mata Atlântica de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, durante uma expedição científica que chamou atenção internacional. Os pesquisadores identificaram o micro-organismo infectando uma aranha de alçapão, espécie que vive no subsolo e constrói armadilhas para capturar presas.

Batizada de Purpureocillium atlanticum, a nova espécie foi eleita pelo jardim botânico londrino Kew Gardens como uma das 10 mais importantes descobertas em 2025.

“É um modo de vida incrível. Eles são fotogênicos, são lindos — pelo menos pelos meus olhos”, diz o brasileiro João Araújo (@joaofungo), professor da Universidade de Copenhague que atuou na descrição da espécie.

 Descoberta impressiona pela forma de infecção

O fungo se desenvolve dentro do corpo da aranha. Em seguida, ele passa a ocupar os tecidos internos até causar a morte do animal. Logo depois, uma estrutura branca cresce a partir do corpo do hospedeiro em direção à superfície do solo. O termo “fungo zumbi” se refere a espécies que invadem o corpo de seus hospedeiros e podem alterar seu comportamento antes da morte.

A expressão se popularizou com o jogo e a série
The Last of Us, que se inspiram em fungos reais do gênero Cordyceps, conhecidos por parasitar insetos. Na ficção, essa ideia foi levada ao extremo para criar um cenário pós-apocalíptico, algo que não ocorre com seres humanos na vida real. Conhecido  como corpo de frutificação, libera esporos no ambiente. Como resultado, o fungo consegue infectar outras aranhas da mesma espécie, garantindo sua propagação no ecossistema da Mata Atlântica.

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Reconhecimento científico internacional

Além disso, a nova espécie recebeu o nome científico Purpureocillium atlanticum. Posteriormente, ela foi eleita uma das dez descobertas científicas mais relevantes de 2025 pelo Kew Gardens, Jardim Botânico de Londres.

 Como o fungo age no organismo

De acordo com os pesquisadores, os esporos entram em contato com outra aranha e penetram rapidamente no organismo. Portanto, o fungo se espalha pelos órgãos e fluidos internos. Durante esse processo, ele libera substâncias químicas que neutralizam o sistema imunológico do hospedeiro.

O professor João Araújo, da Universidade de Copenhague, destaca que o modo de vida desses fungos impressiona pela complexidade e beleza.

 Tecnologia usada na pesquisa

Durante a pesquisa em Nova Friburgo, os cientistas utilizaram sequenciamento genético portátil. Assim sendo, o material foi analisado ainda fresco no campo, o que aumentou a precisão dos resultados e reduziu contaminações.

 Importância para a saúde e o meio ambiente

Muitos fungos produzem substâncias usadas em antibióticos e antifúngicos. Em síntese, compreender essa diversidade pode contribuir diretamente para a medicina e reforça a importância da preservação ambiental.

O Fungo zumbi reforça que a Mata Atlântica de Nova Friburgo ainda guarda segredos fundamentais para a ciência mundial.

Assista ao vídeo sobre a descoberta publicado no instagram oficial da BBC NEWS

FONTE: BBC NEWS

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