Moradores de Tiradentes comemoram aniversário da vergonha

Na manhã de hoje, 23, os moradores do Loteamento Tiradentes, em Amparo, comemoraram o ‘’aniversário da vergonha’’, em razão da situação atual do bairro, que sofre com os vestígios deixados pelas chuvas fortes de dezembro do ano passado.

Há 7 meses a localidade vem passando por problemas, como: buracos e a precariedade de transporte público, fatores que levaram aos moradores a se manifestarem com o intuito de cobrar um posicionamento público para a resolução das obras no local, já que há 210 dias está sem nenhuma solução pelo governo municipal.

Ontem, 22, a tarde, após essa ação ter sido divulgada, o prefeito Renato Bravo se pronunciou em suas redes sociais, mostrando um documento do Ministério do Desenvolvimento Regional, onde atua a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, dizendo que havia sido preparado um projeto desde o início do ano que visava, principalmente, a recepção de recursos do Governo Federal para ser realizada a obra em Tiradentes. Afirmou ainda que já está em contato com o Secretário Municipal de Obras para iniciar o processo de licitação.

Apesar do prefeito ter se pronunciado, a população do local, não considerou justo da parte do poder público anunciar uma licitação para os próprios moradores.

Além da manifestação para as ruas do bairro serem consertadas, o loteamento vem sofrendo com a falta de ônibus no local. Em fevereiro deste ano, a NOVAFAOL iniciou um serviço de baldeação, porém, foi suspenso sem justificativa no dia 20 de Março. Em junho, a empresa foi questionada pelo Zoom TV Jornal a respeito dessa falta de circulação de ônibus no local, tendo sido respondido que devido a situação atual da pandemia, apenas havia ônibus circulando em caráter emergencial, priorizando o atendimento em eixos de maior movimentação na cidade.

No caso específico da localidade de Tiradentes, a empresa alegou que apenas havia ônibus circulando para estudantes, e foi retirado neste período de pandemia pelo fato desses estudantes estarem em casa, em quarentena. Segundo a NOVAFAOL, esse micro-ônibus estaria sendo usado para atender outras regiões de maior demanda, o que levou ao questionamento da população local, já que não era de exclusividade para estudantes, mas sim, para todos os moradores do bairro, de acordo com a população.

Essa questão também foi abordada na manifestação de hoje, já que, segundo moradores, há 120 dias não há ônibus circulando no local. Em uma resposta atualizada a nossa equipe, a empresa responsável pelo transporte público na cidade diz esperar por um posicionamento da prefeitura e da Defesa Civil, alegando o não risco para a população e colaboradores da empresa, para, assim, os ônibus voltarem a circular no local.

Imagem: Via Whatsapp

Por Paola Oliveira

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