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Especialista explica por que a Copa mobiliza milhões de brasileiros

  • julho 3, 2026
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Professor da Estácio analisa como o futebol fortalece o sentimento de pertencimento e a identidade nacional durante o Mundial.

Especialista explica por que a Copa mobiliza milhões de brasileiros

A cada Copa do Mundo, o Brasil se veste de verde e amarelo. As ruas ganham bandeiras e milhões de pessoas acompanham os jogos da Seleção Brasileira. Mais do que um evento esportivo, o torneio desperta sentimentos de pertencimento, identidade e patriotismo.

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Segundo o historiador Rodrigo Rainha, professor da Estácio, o futebol se consolidou como um dos principais símbolos da identidade brasileira ao longo do século XX.

“O futebol se tornou uma das linguagens mais poderosas da identidade brasileira. Com a popularização do rádio e das Copas do Mundo, o esporte ajudou a construir uma narrativa coletiva sobre quem somos”, afirma.

Historiador Rodrigo Rainha, professor da Estácio
Historiador Rodrigo Rainha, professor da Estácio – Imagem por assessoria Estácio de SÁ

Copa reúne brasileiros

Para o especialista, grandes competições esportivas criam um sentimento coletivo que vai além das quatro linhas.

“Durante uma Copa do Mundo, milhões de pessoas experimentam uma sensação de pertencimento. O indivíduo encontra no futebol uma oportunidade de compartilhar emoções e se reconhecer como parte de uma coletividade”, explica.

Patriotismo exige mais do que símbolos

Embora reconheça a importância do futebol como elemento de união, Rodrigo Rainha alerta para o risco de limitar o patriotismo aos símbolos nacionais e aos grandes eventos esportivos.

“A camisa da seleção pode unir momentaneamente. Mas ela não substitui os desafios relacionados à educação, à cidadania e à redução das desigualdades”, observa.

Desafio continua depois da Copa

Para o historiador, o patriotismo demonstrado durante o Mundial pode fortalecer a convivência social. No entanto, esse sentimento precisa se transformar em compromisso com a sociedade.

“O amor ao país não pode se limitar aos noventa minutos de uma partida. O verdadeiro desafio é transformar essa energia coletiva em responsabilidade com a democracia, a diversidade e o bem-estar da população”, destaca.

Mesmo em um país marcado por diferenças sociais e regionais, o futebol continua sendo um dos poucos elementos capazes de reunir milhões de brasileiros em uma experiência compartilhada.

“A Copa do Mundo nos lembra que ainda somos capazes de sentir juntos. O desafio é levar esse sentimento para além do campo e fortalecer o compromisso com a construção de um país mais inclusivo”, conclui Rodrigo Rainha.

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