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Mochila escolar: adaptação gradual é mais importante que o peso, explica especialista

  • setembro 2, 2026
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Fisioterapeuta destaca a importância da atividade física e da exposição progressiva às cargas para fortalecer a coluna das crianças

Mochila escolar: adaptação gradual é mais importante que o peso, explica especialista

Com a volta às aulas, o peso das mochilas volta a chamar a atenção de pais e responsáveis. Apesar disso, a adaptação gradual do corpo às cargas também merece destaque.

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Segundo a fisioterapeuta Cláudia Lomba, coordenadora do curso de Fisioterapia da Estácio, a coluna das crianças não representa uma estrutura frágil.

Assim como outras partes do organismo, a coluna consegue se adaptar quando recebe estímulos de forma progressiva. Esse processo contribui para o fortalecimento de músculos, ossos e articulações.

A coluna não é frágil como muitos pensam. O que é preciso é que toda carga seja imposta de forma gradativa para que as estruturas musculoesqueléticas tenham tempo para se adaptar”, explica Cláudia.

Fisioterapeuta Cláudia Lomba, coordenadora do curso de Fisioterapia da Estácio
Fisioterapeuta Cláudia Lomba, coordenadora do curso de Fisioterapia da Estácio,

Atividade física ajuda no fortalecimento

A especialista destaca que os pais não devem concentrar a atenção apenas no peso da mochila. Para ela, manter as crianças ativas também ajuda o organismo a lidar melhor com as demandas do cotidiano.

Esportes e atividades de lazer que envolvem esforço físico estimulam e fortalecem as estruturas musculoesqueléticas.

Está mais que comprovado que o que causa dor nas costas é a falta de atividade física associada a outros fatores biopsicossociais, como distúrbios do sono e estresse”, pontua.

A fisioterapeuta também explica que o organismo precisa de tempo para se adaptar quando a carga aumenta. Uma criança que não está preparada para determinado esforço pode sentir dor ou desconforto.

Mochila exige atenção

Embora a adaptação seja importante, os responsáveis não devem ignorar o uso adequado da mochila. A distribuição dos materiais, o ajuste das alças e a forma de transporte fazem diferença no conforto da criança.

O tempo que ela permanece com a mochila nas costas também merece atenção.

Para Cláudia, não existe necessidade de investir em modelos específicos, como mochilas de rodinha, apenas para evitar que a criança carregue peso.

“Se uma criança ou qualquer pessoa for submetida a um peso grande sem estar preparada para isso, sentirá dor. Por isso, a exposição gradativa da carga é importante, pois prepara o corpo”, afirma.

Pais devem observar os sinais

Queixas frequentes de dor ou desconforto não devem ser tratadas como algo normal da idade escolar. Os responsáveis precisam observar mudanças no comportamento da criança durante as atividades do dia a dia.

Dor persistente, alterações na postura ou dificuldade para carregar a mochila indicam a necessidade de avaliação profissional.

A orientação de um profissional de saúde pode identificar fatores que interferem na postura ou no conforto da criança.

O objetivo deve ser oferecer estímulos adequados e progressivos, evitando tanto o excesso quanto a ideia de que a coluna precisa ser constantemente protegida de qualquer tipo de carga”, conclui Cláudia.

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