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TSE analisa nesta quinta-feira se haverá 2º turno no Rio de Janeiro

  • outubro 7, 2026
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Decisão poderá determinar eleição de Douglas Ruas já no 1º turno, caso votos de Garotinho sejam anulados; candidato, contudo, corre o risco de ser preso antes da posse

TSE analisa nesta quinta-feira se haverá 2º turno no Rio de Janeiro

TSE analisa nesta quinta-feira (8) o destino dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos), que concorreu ao governo do Rio com a candidatura sub judice e terminou em terceiro lugar.

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A decisão pode mudar o resultado da eleição. Se o tribunal aceitar a desistência do recurso apresentado por Garotinho, os votos dele serão anulados e a votação será recalculada. Neste cenário, Douglas Ruas (PL) poderia ultrapassar 50% dos votos válidos e ser eleito governador ainda no primeiro turno.

Se, contudo, a decisão for pela validade dos votos atribuídos ao ex-governador, fica mantido o segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD).

Contexto

Nesta segunda-feira, 5 de outubro de 2026, Anthony Garotinho desistiu do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro.

A desistência, classificada como “livre, expressa, consciente e irretratável”, foi protocolada pela defesa do ex-governador e pode levar à anulação dos 274.411 votos recebidos por ele no primeiro turno. Com a exclusão dessa votação da base de cálculos, o candidato Douglas Ruas (PL), que obteve mais de 50% dos votos válidos restantes, pode ser declarado eleito governador do Rio de Janeiro ainda no primeiro turno, sem a necessidade de segundo turno contra Eduardo Paes (PSD).

A decisão final sobre a homologação da desistência e a retotalização dos votos depende de análise do ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo no TSE. Garotinho justificou o ato afirmando que, “em função do resultado manifestado pela população nas urnas”, não lhe restava outra opção, deixando para o eleitorado “arcar com as consequências das suas escolhas”.

Risco de ser preso

Esta, contudo, não é a única instabilidade no horizonte eleitoral fluminense.

Afinal, Douglas Ruas (PL) – vencedor do 1º turno e possível novo governador, a depender da decisão do TSE – , corre o risco de ser preso antes mesmo de eventualmente assumir a cadeira nº 1 do Palácio Guanabara, posto que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) o investiga por suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, delitos licitatórios e organização criminosa.

Situação jurídica

O MP-RJ apura o crescimento patrimonial desproporcional de empresas ligadas ao candidato, como a Saur Construção e a DM Invest, além de contratos milionários firmados quando Ruas era secretário das Cidades. O procedimento tramita em segredo de Justiça no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Douglas Ruas declarou publicamente que confia na apuração e afirmou ter certeza de que as acusações serão arquivadas, ressaltando que nunca respondeu a processos criminais.

Como candidato ao segundo turno, Ruas possui proteção legal contra prisão, exceto em caso de flagrante delito, a partir de sábado (15) até 48 horas após o pleito (30). A imunidade, no entanto, não impede a continuidade das investigações ou a existência de mandados expedidos anteriormente.

Ademais, a imunidade temporária também perderia efeito na eventualidade de Ruas ser declarado vencedor já no 1º turno.

A vice de Ruas é a vereadora de Niterói, Fernanda Louback (PL).

Data da posse

Outra questão que vem sendo alvo de desinformação diz respeito à data da posse do próximo governador, diante da crise institucional que promoveu ao governo do estado um mandatário interino personificado no desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça fluminense.

A realização de eleição indireta chegou a ser marcada para o dia 22 de abril, em uma articulação que tinha justamente o deputado Douglas Ruas (PL) como um dos principais interessados em assumir o governo. Partidos de oposição, contudo, acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) argumentando que o cenário exigia uma eleição direta ou, no mínimo, a suspensão do pleito interno devido à instabilidade na Assembleia Legislativa em meio à prisão de Rodrigo Bacellar (União Brasil) em meio aos desdobramentos da Operação Unha e Carne.

O ministro Cristiano Zanin acatou o pedido e suspendeu a eleição indireta. A decisão determinou que o presidente do TJRJ permanecesse no cargo até que o plenário do STF julgasse o mérito da questão de forma definitiva. O julgamento se arrastou ao longo de 2026, de modo que Ricardo Couto continuará a governar o Rio de Janeiro até a posse do novo candidato eleito, no dia 6 de janeiro de 2027.

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