Dia Mundial Sem Tabaco alerta para riscos dos cigarros eletrônicos
- junho 1, 2026
- 0
Especialistas esplicam danos causados pelo tabagismo e pelo uso crescente dos cigarros eletrônicos.
Especialistas esplicam danos causados pelo tabagismo e pelo uso crescente dos cigarros eletrônicos.

O Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado no último 31 de maio, reforça o alerta sobre os danos causados pelo tabagismo e pelo uso crescente dos cigarros eletrônicos.

Criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1987, a data busca conscientizar a população sobre doenças e mortes relacionadas ao consumo de tabaco.
Segundo a OMS, o tabagismo provoca cerca de 8 milhões de mortes por ano no mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde atribui aproximadamente 160 mil mortes anuais ao consumo de produtos derivados do tabaco.
Enquanto o número de fumantes de cigarros tradicionais diminui, o uso de cigarros eletrônicos avança, principalmente entre adolescentes e jovens adultos.
Conhecidos como vapes, os dispositivos ganharam espaço com a promessa de serem uma alternativa menos prejudicial ao cigarro convencional. No entanto, estudos recentes apontam riscos importantes à saúde respiratória e alto potencial de dependência.
Os líquidos utilizados nos cigarros eletrônicos contêm nicotina, aromatizantes e outras substâncias químicas. Ao serem aquecidos e inalados, esses compostos podem causar inflamações pulmonares, irritação das vias aéreas e redução da capacidade respiratória.
Em situações mais graves, o uso pode provocar lesões pulmonares severas e insuficiência respiratória. A fisioterapeuta e professora da Estácio, Ariana Lopes Portela, destaca que muitos usuários acreditaram que o vape seria mais seguro.
“Muitas pessoas começaram a usar o cigarro eletrônico acreditando que ele seria uma opção mais segura, mas hoje já existem evidências importantes mostrando os danos respiratórios causados pelo vape”, afirma.

Entre as complicações associadas ao uso dos dispositivos está a EVALI, sigla em inglês para lesão pulmonar relacionada ao cigarro eletrônico. A condição ganhou destaque em 2019 após o aumento de internações, principalmente entre jovens.
Os sintomas incluem falta de ar intensa, dor no peito, febre, tosse persistente e insuficiência respiratória. Especialistas também observam agravamento de doenças como asma e bronquite em usuários frequentes.
Pesquisas indicam que a exposição contínua ao vapor dos cigarros eletrônicos pode provocar estresse oxidativo e inflamação crônica.
Esses fatores aumentam o risco de desenvolvimento de câncer de pulmão, boca e garganta. O risco se torna ainda maior entre pessoas que utilizam simultaneamente o vape e o cigarro tradicional.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a comercialização, importação e propaganda de cigarros eletrônicos desde 2009.
Em 2024, a agência manteve a proibição após nova avaliação técnica. Apesar disso, os dispositivos continuam sendo vendidos ilegalmente em estabelecimentos físicos e plataformas digitais.
Especialistas defendem campanhas educativas para conscientizar a população sobre os riscos dos cigarros eletrônicos. Ações em escolas, universidades, redes sociais e unidades de saúde ajudam a prevenir o uso, especialmente entre adolescentes e jovens.
Segundo os profissionais da área, informação e prevenção continuam sendo as formas mais eficazes de reduzir os impactos do tabagismo e dos dispositivos eletrônicos na saúde pública.
Links Relacionados:
Uso de cigarros eletrônicos entre jovens acende alerta para riscos à saúde
Agosto Branco de combate ao tabagismo mira também o cigarro eletrônico

Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
