Especialista de Friburgo alerta: doenças bucais podem causar câncer
- dezembro 9, 2025
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Doenças bucais podem causar câncer, alerta professor da Estácio em Friburgo. Avaliação odontológica deve ser feita de forma integral.

Durante o período de férias, o professor Rômulo Chaves, da Estácio em Nova Friburgo, alerta sobre os riscos das doenças bucais. Segundo ele, a cavidade oral abriga centenas de microrganismos que, quando em desequilíbrio, podem causar enfermidades graves, incluindo diversos tipos de câncer. Bactérias como Porphyromonas gingivalis e Fusobacterium nucleatum estão associadas a câncer oral, colorretal e de pâncreas. O especialista reforça a importância de observar sinais como feridas, mau hálito e sangramentos, que muitas vezes são ignorados, mas indicam problemas. A saúde bucal está diretamente ligada ao bem-estar geral, e a prevenção é o melhor caminho. Por isso, a avaliação odontológica deve ser integral e considerar o estilo de vida do paciente.


Em primeiro lugar, o período de férias escolares oferece uma excelente oportunidade para cuidar da saúde de toda a família. Pensando nisso, o professor de Odontologia da Estácio em Nova Friburgo, Rômulo Chaves, faz um alerta importante: doenças bucais podem causar quadros graves, inclusive câncer.
Segundo ele, qualquer alteração na boca, nas gengivas ou nos dentes merece atenção. A cavidade oral abriga uma comunidade microbiana extremamente complexa, com mais de 700 espécies de bactérias, além de fungos, vírus, protozoários e arqueias. Entretanto, esse conjunto de microrganismos, quando perde o equilíbrio, provoca doenças sérias.
Apesar disso, muitas pessoas ignoram sinais comuns. Feridas na boca, mau hálito persistente ou sangramentos funcionam como alertas de que algo não vai bem. Por isso, é fundamental procurar ajuda especializada. “Esses sintomas indicam que um desequilíbrio microbiológico pode estar em curso”, explica o professor. Como resultado, os profissionais recomendam uma avaliação integral, considerando os hábitos e a rotina de cada paciente.
Além disso, a atenção aos sinais precoces contribui para diagnósticos mais eficazes e tratamentos menos invasivos. Da mesma forma, manter consultas odontológicas regulares reduz os riscos de evolução para doenças mais graves.


Como exemplo, o especialista destaca a Porphyromonas gingivalis (P. gingivalis), uma das principais responsáveis por doenças periodontais. Essa bactéria aparece com frequência em casos de periodontite, aterosclerose, doenças cardiovasculares, câncer oral e colorretal, artrite reumatoide e complicações na gestação.
Ademais, ele aponta a ligação entre a má higiene bucal e o surgimento de cânceres de cabeça e pescoço, como o carcinoma oral de células escamosas (OSCC). Outro microrganismo perigoso é a Fusobacterium nucleatum (F. nucleatum), que colabora para o desenvolvimento de câncer colorretal e também está relacionada ao câncer de pâncreas — um dos mais letais devido ao diagnóstico tardio.
Como ilustração, o professor menciona que microrganismos orais como P. gingivalis, E. nodatum, P. micra e fungos como Candida sp. elevam em até 3,4 vezes o risco de desenvolver câncer de pâncreas. Isto é, microrganismos bucais, muitas vezes subestimados, afetam diretamente a saúde sistêmica. Portanto, a prevenção torna-se ainda mais essencial.
Além disso, estudos internacionais reforçam essa correlação, o que evidencia a importância da odontologia preventiva. Assim sendo, a conscientização sobre esses riscos precisa alcançar toda a população.
De acordo com o especialista, uma boca saudável não apresenta feridas, mau cheiro, dor ou sangramentos. Entretanto, ele ressalta que esses sinais surgem com frequência e devem ser observados com atenção. “Precisamos manter o equilíbrio entre as bactérias que vivem na nossa boca”, afirma.
Por fim, o professor reforça que doenças bucais exigem cuidados, já que podem evoluir para condições graves, incluindo diferentes tipos de câncer. Em síntese, saúde bucal é saúde geral.


Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
