Inea demole imóvel irregular em área de preservação em Friburgo
- outubro 5, 2026
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Casa ficava às margens do Córrego Curuzu, no bairro Varginha; órgão investiga licenças emitidas na região entre 2019 e 2024
Casa ficava às margens do Córrego Curuzu, no bairro Varginha; órgão investiga licenças emitidas na região entre 2019 e 2024

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) demoliu, na última quinta-feira (1º), uma casa construída irregularmente em uma Área de Preservação Permanente (APP), em Nova Friburgo.

A ação ocorreu no bairro Varginha e contou com a participação da Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas).
O imóvel ficava às margens do Córrego Curuzu, em uma área que possui Faixa Marginal de Proteção (FMP).
O Grupo de Trabalho da Superintendência Regional Rio Dois Rios (SUPRID) analisa licenças emitidas na região entre 2019 e 2024.
Segundo o Inea, a investigação identificou indícios de irregularidades processuais em documentos emitidos durante o período.
Entre os casos analisados está a construção do imóvel no bairro Varginha.
Em 2019, uma demarcação estabeleceu uma FMP de 30 metros em cada lado do córrego. Em 2022, porém, uma nova demarcação reduziu a faixa para cinco metros.
De acordo com o Inea, a alteração não cabia à superintendência regional. A competência, segundo o órgão, pertencia à Diretoria de Licenciamento Ambiental, localizada na capital.
As investigações também apontaram que o imóvel pertencia ao ex-superintendente que atuava na região durante o período analisado.

Após a atuação do Grupo de Trabalho, o Inea revisou a demarcação e restabeleceu a faixa de 30 metros.
O órgão informou que demoliu a construção devido à ocupação irregular da FMP.
A casa tinha cerca de 120 metros quadrados distribuídos em três níveis. A estrutura incluía garagem, quarto, cozinha integrada à sala e banheiro.
O imóvel também tinha uma área de lazer em fase de construção. Durante a ação, equipes encontraram pertences que, segundo o Inea, indicavam a continuidade da obra.
O órgão informou ainda que a construção desrespeitou medidas administrativas adotadas pelos órgãos municipais e estaduais para interromper os trabalhos.
A área também reúne exemplares de Araucaria angustifolia, espécie classificada como criticamente ameaçada de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
A presença da espécie e a biodiversidade local estão entre os fatores relacionados à proteção permanente da área.

Segundo o Inea, o ex-superintendente poderá responder pelo crime ambiental relacionado à construção dentro da Faixa Marginal de Proteção de curso hídrico.
O órgão também informou que o ex-gestor e outras pessoas já respondem a investigações por crimes como corrupção passiva, corrupção ativa, associação criminosa, destruição ou degradação ambiental e ato ou omissão praticado por funcionário público em abuso de função.
As informações sobre os crimes e os envolvidos são atribuídas ao Inea no material divulgado.
Denúncias de crimes ambientais no Estado do Rio de Janeiro podem ser feitas pela plataforma OUVERJ, canal oficial do governo estadual.
A ferramenta direciona as demandas para a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e para o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
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Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting