Júri condena Ricardo Jucá a 70 anos por matar esposa grávida e sogros
- junho 18, 2026
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Tribunal do Júri rejeita tese de surto psicótico e reconhece feminicídio na morte das vítimas

O Tribunal do Júri de Nova Friburgo condenou Ricardo Pinheiro Jucá Vasconcelos a 70 anos, 6 meses e 15 dias de prisão em regime fechado pelos assassinatos da esposa, Nahatty Gomes de Mello, dos sogros, Rosemary Gomes de Mello e Wellington Braga Mello, além da morte da bebê Zoe, que a vítima gestava havia seis meses.

O julgamento durou cerca de 30 horas, distribuídas em dois dias, e terminou na noite desta quarta-feira (17). Os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público e concluíram que o réu tinha plena capacidade de compreender seus atos no momento dos crimes.
O caso ocorreu em 13 de agosto de 2021, na residência da família, no bairro Cônego, e ganhou repercussão nacional pela brutalidade.
Nahatty, de 33 anos, e sua mãe, Rosemary, morreram no local. Wellington chegou a receber atendimento médico e permaneceu internado por algumas semanas, mas não resistiu aos ferimentos. A bebê Zoe também morreu em decorrência do crime.
O episódio mobilizou familiares, amigos e moradores de Nova Friburgo ao longo dos últimos anos.
Durante o julgamento, a defesa sustentou que Ricardo Jucá sofreu um surto psicótico no dia dos assassinatos e, por isso, não teria condições de responder pelos próprios atos.
Após analisar depoimentos, laudos periciais e demais provas reunidas no processo, os jurados rejeitaram a tese e reconheceram a responsabilidade criminal do acusado.
Mesmo com a condenação, a defesa informou que pretende recorrer da decisão. Ricardo Jucá permanecerá preso enquanto o processo segue para análise dos recursos previstos na legislação.
A sentença reconheceu diversas circunstâncias agravantes. Entre elas estão o feminicídio, a violência doméstica, a gravidez da vítima e a impossibilidade de defesa das vítimas.
Com isso, a pena total chegou a 70 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão.
A condenação também tem caráter histórico para Nova Friburgo. Segundo advogados que atuaram no caso, esta é a primeira condenação por feminicídio registrada no município.
Para familiares das vítimas, a decisão representa uma resposta aguardada desde 2021 e encerra uma longa etapa da busca por justiça.
Embora ainda caibam recursos, o julgamento marca um dos desfechos mais importantes da história recente do Judiciário friburguense e de um dos crimes de maior repercussão já registrados na cidade.
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Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
