Operação Recalque: PF mira rede de ódio em Friburgo
fevereiro 10, 2026
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Investigação apura racismo, discurso discriminatório e possível articulação criminosa após conteúdos ofensivos contra a comunidade LGBTQIA+ alcançarem milhões de visualizações
A Polícia Federal deflagrou a Operação Recalque para investigar crimes de racismo, discurso de ódio e associação criminosa praticados por meio da internet em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O alvo da ação é um jovem de 24 anos suspeito de produzir e disseminar publicações preconceituosas contra a comunidade LGBTQIA+. Segundo as investigações, os conteúdos alcançaram mais de 3 milhões de visualizações em plataformas digitais. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, agentes recolheram celulares que passarão por perícia técnica. Mesmo após o bloqueio do perfil principal, que reunia mais de 56 mil seguidores, o investigado teria criado novas contas para continuar as práticas ilegais. A PF também apura a existência de uma rede organizada para ampliar o alcance das publicações. Desde 2019, homofobia e transfobia são equiparadas ao crime de racismo no Brasil.
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Operação Recalque investiga crimes de racismo em Nova Friburgo
A Operação Recalque levou a Polícia Federal a investigar um jovem de 24 anos suspeito de praticar crimes de racismo, discurso de ódio e associação criminosa por meio da internet. A ação ocorreu em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, após a identificação de publicações preconceituosas com grande alcance nas redes sociais.
PF cumpre mandado e apreende celulares
Agentes da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado. Durante a ação, os policiais apreenderam diversos smartphones, que seguiram para análise pericial. O material deve ajudar no aprofundamento das investigações em curso.
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Publicações racistas alcançaram milhões de acessos
As apurações começaram após a Polícia Federal detectar a circulação recente e intensa de conteúdos racistas e ofensivos contra a comunidade LGBTQIA+. Segundo os investigadores, as publicações ultrapassaram 3 milhões de visualizações em diferentes plataformas digitais, o que ampliou o impacto do discurso de ódio.
Perfil bloqueado e continuidade das condutas
Após a instauração do inquérito policial, a PF bloqueou o perfil inicialmente identificado, que possuía mais de 56 mil seguidores. Mesmo assim, o investigado criou uma nova conta e continuou a divulgar conteúdos de cunho racista e discriminatório, mantendo a atuação nas redes sociais.
Suspeita de associação criminosa
A Polícia Federal também apura a existência de uma rede articulada que teria atuado para impulsionar as publicações e ampliar o alcance das mensagens preconceituosas. A atuação coordenada pode caracterizar o crime de associação criminosa, o que agrava a responsabilização penal dos envolvidos.
Base legal da investigação
Desde 2019, o Supremo Tribunal Federal equipara homofobia e transfobia ao crime de racismo. A legislação brasileira classifica essas condutas como inafiançáveis e imprescritíveis. A Polícia Federal segue com a Operação Recalque para identificar todos os responsáveis.