Zoom Debates analisa a Nova Ordem Mundial em 2026
- fevereiro 5, 2026
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Especialistas avaliam disputas globais, conflitos internacionais, tecnologia e efeitos econômicos no país
Especialistas avaliam disputas globais, conflitos internacionais, tecnologia e efeitos econômicos no país

O Zoom Debates analisou a Nova Ordem Mundial e seus impactos para o Brasil em 2026. Mediado por Roosevelt Concy, o programa reuniu especialistas para discutir disputas globais, sanções econômicas, conflitos armados e tecnologia. O debate destacou o enfraquecimento da hegemonia dos Estados Unidos, o avanço da China e os reflexos das guerras na economia, como inflação e aumento do custo dos alimentos. Também foram abordados o poder das plataformas digitais, o uso do soft power e o papel da inteligência artificial. Ao final, os participantes avaliaram o Brasil como potência regional relevante, mas com desafios para ampliar seu protagonismo internacional.


O programa Zoom Debates foi ao ar na terça-feira (3) e analisou a Nova Ordem Mundial e seus impactos políticos, econômicos e sociais em 2026. Roosevelt Concy mediou a edição, que contou com a participação dos professores Jorge Maroun e Gustavo Perrone.
Logo no início, Roosevelt destacou a reorganização acelerada do cenário global. Ele apontou sanções econômicas, disputas tecnológicas e a concentração de poder nas grandes plataformas digitais. Segundo o mediador, esses fatores já influenciam diretamente a vida da população.
Os debatedores esclareceram que a Nova Ordem Mundial não representa teoria conspiratória. O processo reflete disputas reais por poder. Jorge Maroun lembrou que, após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos consolidaram a liderança global com o dólar, os acordos de Bretton Woods e a OTAN.
Com o avanço da China, esse modelo passou a enfrentar questionamentos. O país ampliou sua presença no comércio internacional e investiu em infraestrutura estratégica em diversas regiões, inclusive na América Latina.
Gustavo Perrone explicou que a história mundial apresenta ciclos de hegemonia. Durante o programa, os participantes analisaram a guerra entre Rússia e Ucrânia e as tensões no Oriente Médio. Esses conflitos afetam energia, alimentos e inflação em escala global.
Perrone citou o aumento do custo dos fertilizantes como exemplo direto. Esse cenário pressiona o agronegócio brasileiro e eleva os preços dos alimentos.
Jorge Maroun afirmou que países utilizam sanções econômicas como instrumentos de pressão política. Roosevelt alertou para o papel das plataformas digitais na construção de narrativas globais e na disseminação de informação.
Perrone destacou o conceito de soft power e ressaltou a influência da cultura, da mídia e das redes sociais. Ele também apontou a inteligência artificial como fator decisivo para a competitividade de empresas e nações.
Na parte final, os debatedores avaliaram o papel do Brasil no cenário internacional. O país se destaca como potência regional na produção de alimentos, energia e minérios. Ainda assim, enfrenta desafios para ampliar seu protagonismo estratégico.
O programa terminou com a reflexão de que compreender a Nova Ordem Mundial se tornou essencial, pois seus efeitos já impactam governos, empresas e cidadãos.
FMI – World Economic Outlook
Banco Mundial – Global Economic Prospects
OCDE – Relatórios de Transformação Digital
Council on Foreign Relations (CFR)


Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting

