Ministério da Saúde não inclui vacina contra herpes-zóster no SUS
janeiro 14, 2026
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O Ministério da Saúde decidiu não incluir a vacina contra herpes-zóster no SUS por considerar o custo elevado frente ao impacto da doença no Brasil.
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O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina contra herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde. A decisão segue avaliação da Conitec, que considerou o alto custo do imunizante frente ao impacto da doença no país. O relatório aponta que a vacinação de grupos prioritários exigiria um investimento de R$ 5,2 bilhões em cinco anos, o que inviabiliza a medida neste momento. Apesar disso, o governo admite reavaliar a proposta caso ocorram mudanças no preço. O herpes-zóster é causado pelo vírus da catapora e afeta principalmente idosos e pessoas imunocomprometidas. O SUS segue oferecendo tratamento com antivirais e medicamentos para alívio dos sintomas.
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Decisão do Ministério da Saúde sobre a vacina
Antes de tudo, o vacina herpes-zóster voltou ao centro do debate na saúde pública. O Ministério da Saúde decidiu não incluir o imunizante no Sistema Único de Saúde. A decisão consta em portaria publicada no Diário Oficial da União.
Além disso, a medida segue recomendação da Conitec. O órgão avaliou custo, impacto financeiro e benefícios clínicos. Portanto, concluiu que o valor atual inviabiliza a incorporação imediata.
Avaliação econômica e impacto no SUS
Em primeiro lugar, o relatório aponta que o imunizante atenderia idosos com 80 anos ou mais. Também inclui adultos imunocomprometidos a partir dos 18 anos. No entanto, o custo total chamou atenção.
Por exemplo, a vacinação de 1,5 milhão de pessoas por ano custaria R$ 1,2 bilhão. Como resultado, o investimento em cinco anos chegaria a R$ 5,2 bilhões. Assim sendo, a Conitec classificou a vacina como não custo-efetiva.
Possibilidade de nova análise
Apesar disso, o próprio relatório admite reavaliação futura. Segundo o documento, negociações de preço podem mudar o cenário. Dessa forma, a proposta poderá retornar à pauta caso surjam novos dados.
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O que é o herpes-zóster
Para começar, o herpes-zóster é causado pelo vírus varicela-zóster. Ele permanece inativo no organismo após a catapora. Posteriormente, pode ser reativado, sobretudo em idosos.
Tal como relatado pelos especialistas, os sintomas iniciais incluem dor, ardência e febre baixa. Logo depois, surgem bolhas dolorosas em apenas um lado do corpo. Esse quadro dura até três semanas.
Tratamento disponível no SUS
Enquanto isso, o SUS oferece tratamento conforme a gravidade. Nos casos leves, o atendimento é sintomático. Já em situações mais graves, recomenda-se o antiviral aciclovir.
Segundo dados oficiais, entre 2008 e 2024, ocorreram mais de 85 mil atendimentos ambulatoriais. Além disso, o país registrou mais de 30 mil internações relacionadas à doença.
Mortalidade e grupos de risco
Em síntese, o herpes-zóster raramente leva à morte. Entretanto, os riscos aumentam com a idade. Dados do SUS mostram que 90% dos óbitos ocorreram em pessoas com mais de 50 anos.
Por fim, mesmo fora do calendário do SUS, o tema segue relevante. O vacina herpes-zóster permanece em discussão no âmbito da saúde pública brasileira.