Maio Laranja reforça combate ao abuso sexual infantil no Brasil
- maio 21, 2026
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O dia 18 de maio marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
O dia 18 de maio marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
O dia 18 de maio marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A Lei Federal nº 9.970/2000 criou a data para incentivar denúncias e ampliar o debate sobre a violência sexual infantil. A campanha Maio Laranja também alerta sobre a importância da proteção de crianças e adolescentes.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, as denúncias feitas pelo Disque 100 cresceram 195% nos últimos quatro anos. Entre janeiro e agosto de 2025, o canal registrou mais de 200 mil denúncias envolvendo crianças e adolescentes.
A advogada Amanda Guedes Ferreira afirma que, no Brasil, uma criança sofre violência sexual a cada quatro minutos.
Segundo Amanda, o abuso sexual acontece quando alguém obriga ou constrange uma criança ou adolescente a participar de atos sexuais. A legislação considera violência qualquer ato sexual contra menores de 14 anos, mesmo sem uso de força física.
Já a exploração sexual envolve troca de vantagens, como dinheiro, presentes ou abrigo. Nesses casos, a lei enquadra crimes como prostituição e pornografia infantil.
A professora do curso de Direito da Estácio explica que a legislação prevê punições rigorosas. O crime de estupro de vulnerável pode resultar em penas de até 30 anos de prisão. Já o favorecimento à prostituição infantil pode gerar penas entre quatro e dez anos.
Segundo o Ministério da Saúde, pessoas próximas cometem cerca de 70% dos abusos. Entre os suspeitos mais frequentes estão pais, padrastos, parentes e vizinhos.
Amanda Guedes alerta que muitos casos ainda permanecem sem denúncia.Dados do Ipea indicam que cerca de 90% das ocorrências não chegam às autoridades.
A advogada orienta familiares a evitarem confrontos diretos com o suspeito. Ela também recomenda não pressionar a criança a relatar os fatos.
Segundo Amanda, o ideal é procurar atendimento médico e registrar a ocorrência em delegacias especializadas. As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100 e pelo Conselho Tutelar.
A psicóloga Iara Farias afirma que muitas crianças não conseguem identificar a violência que sofrem. Segundo ela, mudanças de comportamento funcionam como sinais de alerta.
Entre os principais indícios estão:
A especialista também alerta para sinais físicos, como machucados e sangramentos.
Iara Farias reforça que adultos precisam acolher a criança sem julgamentos.
“É importante deixar a criança falar, acolher o que ela diz e depois buscar ajuda especializada”, orienta a psicóloga.
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Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
