Uso do celular ao volante aumenta acidentes e sobrecarrega hospitais
- maio 25, 2026
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Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que mais de 601 mil motoristas foram multados entre janeiro e fevereiro de 2026
Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que mais de 601 mil motoristas foram multados entre janeiro e fevereiro de 2026

O uso do celular ao volante continua entre os principais fatores de risco no trânsito brasileiro. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que mais de 601 mil motoristas foram multados entre janeiro e fevereiro de 2026.

As infrações ocorreram por uso do aparelho celular durante a condução dos veículos.
A professora Candisse Almeida, do curso de Enfermagem da Estácio, alerta para os impactos das distrações no trânsito. Segundo ela, o celular provoca distrações visuais, manuais e cognitivas, comprometendo a atenção do motorista.
Candisse explica que até o uso do viva-voz interfere na percepção do condutor e aumenta o risco de acidentes. Além do celular, outras atitudes também favorecem ocorrências graves no trânsito.
“Observamos vítimas que relatam distrações cognitivas e operacionais, como mexer em painéis multimídia ou se alimentar enquanto dirigem”, afirmou.
A professora também destacou comportamentos comuns entre motociclistas, como ajustar capacetes e mochilas durante o trajeto.

Candisse Almeida afirmou que a perda de atenção reduz os reflexos e dificulta reações rápidas diante de situações de risco. Segundo ela, muitos motoristas deixam de frear ou realizar manobras evasivas por causa da distração.
“A distração compromete a reação do condutor e aumenta as chances de colisões de alto impacto”, destacou.
Entre as lesões mais frequentes estão traumatismos cranioencefálicos, traumas torácicos e abdominais, além de fraturas e lesões cervicais. As ocorrências atingem principalmente motociclistas e pedestres.
A professora ressaltou que os acidentes aumentam a superlotação hospitalar e afetam o funcionamento das unidades de saúde. Segundo ela, pacientes vítimas de traumas graves exigem atendimento imediato e ocupam leitos por longos períodos.
Candisse explicou que esses casos também elevam os custos com cirurgias, reabilitação e afastamentos do trabalho.
“O custo não se limita ao internamento ou à cirurgia. Existe também o impacto previdenciário e social”, afirmou.
Para a professora, a prevenção depende de campanhas educativas e de maior conscientização da população. Ela defende ações que incentivem atenção plena no trânsito, uso correto dos equipamentos de segurança e respeito aos pedestres.
Candisse também destacou a importância da educação em saúde para alertar sobre sequelas permanentes causadas pelos acidentes.
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Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
