Por que alguns nomes de jogadores são tão difíceis de pronunciar?
- julho 9, 2026
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Professor explica como as diferenças entre os idiomas influenciam a forma de falar os nomes dos atletas.
Professor explica como as diferenças entre os idiomas influenciam a forma de falar os nomes dos atletas.
Além dos gols e das grandes disputas, a Copa do Mundo também desafia torcedores, narradores e comentaristas. A pronúncia dos nomes de jogadores e técnicos de diferentes países costuma gerar dúvidas durante as transmissões.
Segundo Marcos Penteado, professor de Língua Portuguesa da Estácio, a principal explicação está na diversidade de idiomas presentes na competição.
“Como um evento mundial, a Copa reúne culturas de todos os continentes e, consequentemente, nomes com origens muito diferentes. Os idiomas latinos, como espanhol e italiano, soam mais familiares aos brasileiros. Já línguas como árabe, hebraico, russo, sérvio, polonês e alguns idiomas africanos possuem sons que não fazem parte do português“, explica.

O especialista destaca que muitas letras e sinais gráficos mudam completamente de som conforme o idioma.
“No nome do técnico da Sérvia, Veljko Paunović, por exemplo, o ‘J’ tem som de ‘I’ e o ‘Ć’ produz um som semelhante ao de ‘TCH’. Já o atacante senegalês Ibrahim Mbaye teria uma pronúncia aproximada de ‘Ibrarrim Baiê’. Mesmo assim, apenas um falante nativo consegue reproduzir a pronúncia exata”, afirma.
Penteado lembra que essa dificuldade não acontece apenas com brasileiros. Estrangeiros também enfrentam desafios para pronunciar nomes comuns no Brasil.
“Sobrenomes como Silva, Santos, Carvalho e Oliveira podem parecer simples para nós, mas apresentam sons difíceis para quem fala outros idiomas. Muitos japoneses, por exemplo, não possuem o som da letra ‘V’. Já falantes de russo e sérvio costumam ter dificuldade com os sons nasais do português”, explica.
Para o professor, a diversidade linguística faz parte da experiência proporcionada pela Copa do Mundo.
“Os nomes dos jogadores despertam curiosidade e mostram o encontro entre diferentes culturas. Mais importante do que acertar perfeitamente a pronúncia é respeitar essa diversidade e aproveitar o espetáculo que o futebol proporciona“, conclui.
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Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
