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Alta do petróleo pressiona preços dos combustíveis no Brasil

  • outubro 16, 2026
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Diesel registra aumento de 3,8% na revenda em setembro, enquanto litro vendido pela Ream custa mais que o dobro da média das refinarias da Petrobras.

Alta do petróleo pressiona preços dos combustíveis no Brasil

Os preços dos combustíveis subiram no Brasil em setembro, impulsionados pela alta do petróleo no mercado internacional. É o que aponta o 41º Boletim de Preços do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), divulgado nesta quinta-feira, 15.

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O levantamento destaca o aumento do diesel e a estabilidade relativa da gasolina. O cenário ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, às restrições na oferta de petróleo e às dificuldades no setor de refino.

Petróleo sobe 25,3% em setembro

O preço médio mensal do barril de petróleo Brent passou de US$91,08 em agosto para US$114,16 em setembro, uma alta de 25,3%. Segundo o boletim, essa foi a segunda maior elevação entre médias mensais consecutivas registrada neste ano.

A valorização internacional pressionou principalmente o diesel, cujo preço médio de revenda aumentou 3,8%. Foi a primeira alta mensal deste indicador desde abril.

O Ineep também aponta as limitações às exportações russas como um dos fatores que influenciaram o mercado. Nos últimos anos, esses volumes ajudaram a manter os preços dos combustíveis em níveis mais baixos no Brasil.

Diesel da Ream custa mais que o dobro da média da Petrobras

O levantamento destaca a diferença entre os preços praticados pela Refinaria da Amazônia (Ream), no Amazonas, e pelas refinarias da Petrobras.

Em setembro, a Ream comercializou o litro do diesel por R$7,34, enquanto a média registrada nas refinarias da Petrobras foi de R$3,31.

A diferença é de R$4,03 por litro. Na comparação entre os valores, o diesel da Ream custou mais que o dobro da média da estatal.

A Ream foi privatizada em 2022, segundo o boletim.

Gasolina tem variação menor

A gasolina apresentou relativa estabilidade, favorecida pelas reduções tributárias adotadas pelo governo federal para amenizar os efeitos da alta internacional do petróleo.

De acordo com o Ineep, o preço médio cobrado pelos produtores aumentou R$0,06 por litro. Já a margem bruta de distribuição e revenda avançou R$0,31, concentrando a maior variação observada na cadeia.

O pesquisador do Ineep Iago Montalvão, responsável pelo boletim, avalia que o comportamento dos preços evidencia dificuldades no repasse das variações ao longo da cadeia e na chegada dos efeitos da desoneração tributária ao consumidor.

O estudo também aponta limites na coordenação estatal do setor, especialmente após a privatização da BR Distribuidora, concluída em 2021.

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