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Alunos de Arquitetura da Estácio propõem soluções para reduzir riscos em Friburgo

  • outubro 8, 2026
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Estudantes participam de projeto-piloto nacional e desenvolvem propostas urbanas a partir das demandas de moradores de áreas vulneráveis

Alunos de Arquitetura da Estácio propõem soluções para reduzir riscos em Friburgo

Transformar problemas reais de Nova Friburgo em propostas de intervenção urbana. Essa é a proposta de um projeto que reúne estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Estácio e a Prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável (SMADUS).

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A iniciativa integra o projeto DUI-RRD Cidades — Desenvolvimento Urbano Integrado com foco na Redução de Riscos de Desastres, desenvolvido pelo Ministério das Cidades e pela Fiocruz, dentro do programa Cidades Verdes Resilientes.

Nova Friburgo está entre os seis municípios-piloto selecionados no país. Na cidade, os estudantes analisam situações concretas do território e desenvolvem propostas para áreas consideradas vulneráveis.

Moradores participam do diagnóstico

O bairro Duas Pedras, com conexões com a região da Chácara do Paraíso, concentra o trabalho-piloto. Antes de elaborar as propostas, os alunos participaram de processos de escuta com moradores.

A partir dessas conversas, os estudantes identificaram dificuldades do cotidiano e incorporaram as demandas da comunidade ao diagnóstico.

Uma das propostas prevê uma passarela para pedestres sobre o Rio Bengalas. A estrutura pode criar uma alternativa mais segura para estudantes que precisam chegar às escolas e ao ponto de ônibus.

A intervenção também busca evitar trechos próximos a vias com tráfego intenso.

“O projeto urbano não começa no desenho. Ele começa na escuta. O morador conhece o território de uma maneira que nenhum mapa consegue reproduzir sozinho”, explica Marcelo Monteiro, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Estácio em Nova Friburgo.

Propostas para espaços públicos

Os estudantes também desenvolveram propostas para a requalificação da Praça da Rodoviária Norte. O projeto prevê espaços de convivência e lazer, incluindo áreas destinadas a crianças e idosos.

O diagnóstico considera ainda as características demográficas da região, com atenção à presença da população idosa apontada pelo Censo 2022.

Outra frente de estudo envolve o Córrego do Mosquito. Os alunos avaliam estratégias de recuperação ambiental, como desassoreamento e implantação de um parque inundável.

O trabalho também considera soluções de bioengenharia para contribuir com a estabilização de encostas.

As propostas seguem o conceito de Soluções Baseadas na Natureza (SbN). A abordagem utiliza ou recupera processos naturais para enfrentar problemas urbanos, como alagamentos, erosão, drenagem e instabilidade do solo.

Formação além da sala de aula

Durante o projeto, os estudantes também entram em contato com ferramentas utilizadas no planejamento urbano, como análise cartográfica e sistemas de informação geográfica.

Para Marcelo Monteiro, a experiência aproxima o aprendizado acadêmico dos desafios enfrentados pela população.

“O arquiteto e urbanista precisa compreender essa dimensão social do seu trabalho. Quando falamos de áreas de risco, estamos falando de pessoas, trajetos cotidianos, crianças indo para a escola e famílias que precisam estar protegidas”, afirma.

O coordenador destaca ainda que a experiência permite aos alunos compreender o projeto urbano como uma ferramenta de transformação.

“É uma oportunidade para o estudante perceber que aquilo que aprende na sala de aula tem consequência direta no espaço onde as pessoas vivem”, acrescenta.

A parceria entre a universidade e o poder público aproxima conhecimento técnico, formação acadêmica e demandas locais. Para a Estácio, a participação também reforça o papel da extensão universitária na relação entre a instituição e a comunidade.

“Mais do que desenvolver propostas para um exercício acadêmico, os estudantes são convidados a olhar para Nova Friburgo a partir de seus desafios concretos e pensar em alternativas que conciliem segurança, preservação ambiental, mobilidade e qualidade dos espaços públicos”, conclui Marcelo.

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