TSE forma maioria e Ruas deve ser eleito governador já no 1º turno
- outubro 8, 2026
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Com base nos dois votos divergentes, Eduardo Paes divulgou nota informando que irá recorrer

A TV Zoom antecipou o cenário em primeira mão, durante a transmissão ao vivo do processo de apuração dos votos, no último domingo, 4 de outubro. Diante da possibilidade de anulação dos 274 mil votos direcionados a Anthony Garotinho (Republicanos) na mais recente eleição para governador e vice-governador do Estado do Rio de Janeiro, a consequente retotalização faria com que os 4.271.199 votos de Douglas Ruas (PL), originalmente correspondentes a 49,27% dos votos válidos, passassem a representar mais de 50%, pela margem exata de 73.885 votos, determinando sua eleição já no 1º turno.

Nesta quinta-feira, 8 de outubro o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral formou maioria para opinar, por cinco votos a 2, pelo indeferimento da candidatura de Garotinho. O resultado terá de ser referendado pela retotalização oficial a cargo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), ainda sem data confirmada.
O TRE-RJ informou que “aguarda a comunicação oficial do Tribunal Superior Eleitoral acerca do julgamento do recurso ordinário”, e que “a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro tomará e dará publicidade às medidas cabíveis.”
Eduardo Paes (PSD), segundo colocado nas eleições com 3.706.984 votos, divulgou nota oficial informando que irá apresentar recurso.
“Com base nos votos divergentes apresentados no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que defenderam o respeito à soberania popular e à exigência constitucional de maioria absoluta para a eleição de governador, a coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir” recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão. A coligação entrará com pedido de medida cautelar para garantir a realização do segundo turno da eleição para governador do Estado do Rio de Janeiro, conforme a vontade manifestada pela maioria dos eleitores fluminenses nas urnas no último domingo.”
Na iminência de ser declarado governador eleito, Douglas Ruas é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) por suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, delitos licitatórios e organização criminosa.
O MP-RJ apura o crescimento patrimonial desproporcional de empresas ligadas ao candidato, como a Saur Construção e a DM Invest, além de contratos milionários firmados quando Ruas era secretário das Cidades. O procedimento tramita em segredo de Justiça no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
Douglas Ruas declarou publicamente que confia na apuração e afirmou ter certeza de que as acusações serão arquivadas, ressaltando que nunca respondeu a processos criminais.
Num cenário de eleição em dois turnos, Ruas teria proteção legal contra eventual prisão, exceto em caso de flagrante delito, a partir de sábado (15) até 48 horas após o pleito (30). A imunidade, no entanto, não impediria a continuidade das investigações ou a existência de mandados expedidos anteriormente.
Caso a vitória de Ruas seja confirmada em 1º turno, a imunidade temporária também perde efeito.
A vice de Ruas é a vereadora de Niterói, Fernanda Louback (PL).
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