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Cláudio Castro deve deixar o governo na segunda, 23

  • março 20, 2026
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A saída não acontece por acaso nem por calendário eleitoral. ela vem na véspera da retomada, do julgamento do TSE que pode cassá-lo

Cláudio Castro deve deixar o governo na segunda, 23

RJ, secretário Nicola Miccione, afirmou ao Blog que o governador Cláudio Castro (PL) vai deixar o cargo na próxima segunda-feira (23).

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O Blog do Octavio Guedes já havia antecipado que Castro considerava o dia 23 de março como possível data para renunciar. A decisão seria uma estratégia diante do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode cassar seu mandato e torná-lo inelegível por oito anos.

SAÍDA DE CASTRO

A saída não acontece por acaso nem apenas por calendário eleitoral. Ela ocorre na véspera da retomada, no Tribunal Superior Eleitoral, do julgamento que pode cassar os mandatos de Cláudio Castro, do ex-vice Thiago Pampolha e do presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar.
Até agora, o placar está em 2 a 0 pela cassação, e a sessão foi remarcada para 24 de março, com possibilidade de continuidade no dia 25.
O caso envolve acusações de abuso de poder político e econômico na eleição de 2022, com foco no uso da Fundação Ceperj e também em estruturas públicas mobilizadas no período eleitoral.

cláudio castro deve deixar o governo na segunda, 23,
Imagem por:Andre Pamplona

No voto já apresentado, o ministro Antonio Carlos Ferreira acompanhou a relatora, Isabel Gallotti, não só pela cassação, mas também pela declaração de inelegibilidade de Cláudio Castro.
É aí que a renúncia ganha outro peso. Formalmente, Castro também precisa se desincompatibilizar até 4 de abril para disputar uma vaga no Senado. Politicamente, porém, a antecipação da saída é vista como uma tentativa de evitar o desgaste máximo de uma cassação por decisão judicial.
Nesta sexta-feira, o governador exonerou 11 secretários que pretendem disputar cargos nas eleições de outubro.

Renúncia x TSE

O Tribunal Superior Eleitoral deve retomar o julgamento na terça-feira (24). A equipe jurídica do governador argumenta que, se Castro deixar o cargo antes da conclusão do processo, a ação eleitoral perde o objeto, já que o tribunal não poderia cassar um mandato que ele não exerce mais.

No entanto, especialistas ouvidos pelo Blog do Octavio Guedes afirmam que a estratégia pode não evitar a inelegibilidade.
Segundo o advogado Guilherme Barcelos, especialista em Direito Eleitoral, a renúncia não interrompe o processo caso fique comprovada a participação direta do político nas irregularidades.

Ele não seria cassado em sentido estrito com essa renúncia, porém a inelegibilidade permaneceria hígida. Seguindo os votos já apresentados, a Justiça pode impor a sanção de inelegibilidade caso entenda que ele participou direta ou ativamente dos ilícitos. O processo continuará justamente para analisar essa sanção”, explicou Barcelos.

O advogado Amilton Augusto, também especialista em Direito Eleitoral, avalia que a renúncia não mudaria o cenário.
A Justiça Eleitoral daria prosseguimento ao julgamento e poderia aplicar a inelegibilidade”, afirmou.

 

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