Dia do Ciclista: preparo físico ajuda a manter o ritmo sobre duas rodas
- agosto 26, 2026
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Fortalecimento e mobilidade podem melhorar o desempenho, a segurança e a longevidade de quem pratica ciclismo
Fortalecimento e mobilidade podem melhorar o desempenho, a segurança e a longevidade de quem pratica ciclismo
O Dia do Ciclista foi celebrado na última terça-feira, 19. A data reforça a importância da bicicleta como transporte, esporte e opção de lazer.

Para quem mantém o pedal na rotina, preparar o corpo pode ajudar a enfrentar percursos com mais segurança e disposição.
Segundo Oton Lima, educador físico e professor da Estácio, o ciclismo exige mais do que resistência nas pernas.
Com cerca de 15 anos de experiência no mountain bike, ele destaca a importância de desenvolver força, equilíbrio, coordenação e estabilidade.
“Pedalar não é apenas movimentar as pernas. A modalidade exige resistência, força, equilíbrio, coordenação, estabilidade e capacidade de adaptação.”
O fortalecimento também deve envolver o tronco, o quadril e a cintura escapular. Esses grupos musculares ajudam a manter a postura e controlar o corpo durante o percurso.

Além do fortalecimento, o especialista recomenda trabalhar a mobilidade.
Esse tipo de treinamento pode melhorar a qualidade dos movimentos e ajudar o ciclista a sustentar as posições exigidas pela bicicleta.
Para Oton, o cuidado com o corpo ganha ainda mais importância conforme o praticante envelhece.
“Para continuar praticando aquilo de que gostamos, não basta apenas repetir a modalidade. É necessário investir na preparação do corpo para ela”, explica.
Os benefícios do ciclismo não ficam restritos ao condicionamento físico.
O contato com a natureza, a concentração durante as trilhas e a convivência com outros ciclistas também podem contribuir para o bem-estar.
“Muitas vezes, depois de horas sobre a bicicleta, o corpo está cansado, mas a mente retorna renovada”, afirma Oton.
Para o educador físico, a preparação não deve buscar apenas melhores tempos ou percursos mais longos.
Treinamento, fortalecimento, mobilidade e recuperação precisam caminhar juntos para quem pretende pedalar durante muitos anos.
“Não devemos fortalecer o corpo apenas para pedalar melhor. Devemos fortalecê-lo para continuar pedalando ao longo da vida”, destaca.
O especialista também relaciona o ciclismo à autonomia, à saúde, ao equilíbrio mental e à convivência social.
Depois de anos praticando mountain bike, Oton considera que manter a atividade pode ser mais importante do que buscar desafios cada vez maiores.
“Continuar pedalando significa muito mais do que continuar praticando um esporte. Significa preservar uma atividade capaz de proporcionar saúde física, equilíbrio mental, autonomia, amizade e contato com a natureza.”
Para ele, a melhor escolha pode ser preparar o corpo para continuar aproveitando a bicicleta.
“A melhor trilha não é necessariamente a mais difícil. É aquela para a qual conseguimos continuar voltando.”
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Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
