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Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola

  • abril 9, 2026
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Especialista explica a prática do bullying e cita formas de prevenção

Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola

O Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, reforça um alerta importante: milhões de estudantes brasileiros ainda enfrentam situações de agressão e humilhação no ambiente escolar.

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Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2024, divulgados pelo IBGE, mostram que 39,8% dos estudantes entre 13 e 17 anos já sofreram bullying. Entre as meninas, o índice chega a 43,3%.
Os principais motivos envolvem:

  • Aparência do rosto ou cabelo (30,2%)
  • Aparência do corpo (24,7%)
  • Cor ou raça (10,6%)

Além disso, quatro em cada dez estudantes relatam já ter sido vítimas, e 27,2% afirmam ter sofrido humilhações repetidas.

O que caracteriza o bullying

A neuropsicopedagoga Carollini Graciani, professora do curso de Pedagogia da Estácio, explica que o bullying é caracterizado por atos repetitivos de agressão física ou psicológica, com intenção de intimidar ou humilhar.

Essas atitudes podem ocorrer de diferentes formas:

  • Discriminação e deboche
  • Violência física ou verbal
  • Isolamento social
  • Cyberbullying, fora do ambiente escolar

Segundo a especialista, os impactos são profundos e podem causar:

  • Queda no desempenho escolar
  • Evasão
  • Baixa autoestima
  • Ansiedade e depressão
  • Em casos mais graves, ideação suicida

 Sinais de alerta para famílias

Carollini reforça que mudanças no comportamento podem indicar que a criança ou adolescente enfrenta situações de violência na escola. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Isolamento ou tristeza repentina
  • Irritabilidade ou agressividade
  • Recusa em ir à escola
  • Queda no rendimento
  • Choro frequente sem motivo aparente
  • Material ou uniforme danificados
  • Marcas físicas pelo corpo

O diálogo diário entre pais e filhos ajuda a identificar esses sinais com mais rapidez.

Prevenção exige parceria

A especialista destaca que o combate ao bullying depende de ações contínuas.
Famílias devem fortalecer a autoestima, orientar e manter diálogo constante
Escolas precisam criar protocolos claros, aplicar medidas e desenvolver projetos permanentes
Segundo ela, o enfrentamento não pode ser pontual. A escola deve trabalhar o tema ao longo de todo o ano, com ações educativas e acompanhamento constante.

 Leitura como ferramenta de conscientização

A literatura pode ajudar crianças e adolescentes a refletirem sobre o tema.

Ensino Fundamental

  • Este é o lobo – Alexandre RampazoE se fosse com você – Sandra Saruê
  • Bullying: vamos sair dessa – Miriam Portela
  • Jane, a raposa e eu – Fanny Britt

 Ensino Médio

  • Extraordinário – R. J. Palacio
  • Os 13 Porquês – Jay Asher
  • A Face Oculta – Maria Tereza Maldonado
  • Eleanor & Park – Rainbow Rowell

Um desafio contínuo

O bullying segue como um problema relevante nas escolas brasileiras e exige atenção constante. Informação, diálogo e ação conjunta são fundamentais para reduzir os casos e promover um ambiente mais seguro.

Mais do que uma data, o combate ao bullying precisa fazer parte da rotina de toda a comunidade escolar.

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