Entidades empresariais defendem debate técnico sobre fim da escala 6×1
- setembro 1, 2026
- 0
Fecomércio RJ, Firjan e ACRJ pedem análise dos impactos econômicos e sociais antes de mudanças na jornada de trabalho

A Fecomércio RJ, a Firjan, a ACRJ e sindicatos empresariais ligados à Fecomércio RJ manifestaram preocupação com propostas que preveem o fim da escala 6×1.

As entidades também questionam projetos que reduzem a jornada de trabalho sem diminuir os salários.
As instituições defendem uma discussão ampla sobre possíveis mudanças nas relações de trabalho. Para elas, trabalhadores, empregadores, Congresso Nacional, especialistas e Poder Público precisam participar do debate.
Segundo as entidades, uma mudança dessa dimensão pode afetar milhões de trabalhadores e empresas. Por isso, elas defendem estudos de impacto e audiências públicas antes de qualquer decisão.
Fecomércio RJ, Firjan e ACRJ também pedem que o Congresso analise o tema após as eleições. As instituições avaliam que esse período permitirá uma discussão mais aprofundada sobre os efeitos econômicos, fiscais e sociais das propostas.
As entidades alertam para possíveis consequências da redução compulsória da jornada, como aumento de custos, impactos sobre empregos e perda de competitividade.
Elas também defendem a negociação coletiva para discutir mudanças nas jornadas de trabalho. Além disso, pedem mecanismos de compensação para reduzir possíveis impactos sobre as empresas.
“Não se trata de impedir ou encerrar o debate sobre a jornada de trabalho, mas de assegurar que uma mudança estrutural nas relações trabalhistas brasileiras seja discutida com a profundidade, a responsabilidade e a segurança jurídica compatíveis com sua relevância”, afirmam as entidades.
A Fecomércio RJ reúne 59 sindicatos patronais dos setores de comércio de bens, serviços e turismo. A entidade representa mais de 442 mil estabelecimentos no estado e afirma que o setor gera mais de 1,9 milhão de empregos formais.
A federação também atua por meio do Sesc RJ e do Senac RJ em áreas como educação, saúde, cultura, lazer, assistência social e formação profissional.
A Firjan e a Associação Comercial do Rio de Janeiro também defendem o debate técnico sobre as propostas relacionadas à jornada de trabalho.
Links relacionados:
Fim da escala 6×1: Impactos gerais e reflexos em Nova Friburgo

Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting