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Férias podem aumentar a sobrecarga de mães, pais e cuidadores

  • julho 16, 2026
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Psicóloga alerta para os impactos da pausa escolar na saúde mental de quem concentra os cuidados com as crianças.

Férias podem aumentar a sobrecarga de mães, pais e cuidadores

As férias escolares costumam representar descanso e lazer para as crianças. Para muitas famílias, porém, o período também aumenta a carga de trabalho de mães, pais e responsáveis.

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Sem aulas e atividades regulares, quem cuida das crianças precisa reorganizar toda a rotina. Em muitos casos, uma única pessoa assume essa responsabilidade.

Mudanças nas famílias reforçam o desafio

Dados do Censo 2022, do IBGE, mostram que as mulheres comandam 49,1% dos domicílios brasileiros. O índice corresponde a cerca de 35,6 milhões de lares.

O levantamento também registrou crescimento dos domicílios com apenas um morador e a permanência de famílias monoparentais, nas quais apenas um responsável vive com os filhos.

Segundo especialistas, essa realidade ajuda a explicar por que as férias podem aumentar a sobrecarga.

Ausência da rotina escolar concentra tarefas em mães, pais e responsáveis e acende alerta para a saúde mental
Ausência da rotina escolar concentra tarefas em mães, pais e responsáveis e acende alerta para a saúde mental – imagem por Estácio de Sá

Descanso pode dar lugar ao cansaço

A psicóloga Maísa Colombo Lima explica que a ausência da rotina escolar concentra ainda mais tarefas sobre quem já cuida das crianças.

“A rotina muda e o cuidador passa a concentrar ainda mais tarefas. Sem escola ou alguém para dividir os cuidados, o período que deveria ser de descanso pode se transformar em sobrecarga física e emocional“, afirma.

Ela destaca que muitos adultos passam o dia acompanhados das crianças, mas ainda assim se sentem sozinhos por não terem com quem dividir decisões ou compartilhar o cansaço.

Sinais merecem atenção

Segundo a psicóloga, alguns sinais indicam que o cuidador ultrapassou o limite emocional.

Entre eles estão irritação frequente, choro, dificuldade para dormir, cansaço constante, sensação de esgotamento e pensamentos como “não vou dar conta”.

A especialista também alerta para o sentimento de culpa.

“Sentir cansaço não significa falta de amor. A pessoa precisa reconhecer que está sobrecarregada e também necessita de cuidado”, orienta.

Como aliviar a rotina

Maísa recomenda reduzir as expectativas, organizar uma rotina possível e alternar momentos de brincadeiras com períodos mais tranquilos.

Ela também incentiva a dividir pequenas tarefas, aceitar ajuda de pessoas próximas e reservar alguns minutos do dia para descansar.

Quando sentir necessidade de uma pausa, o adulto pode explicar a situação à criança de forma simples e acolhedora.

Buscar apoio faz diferença

Familiares e amigos podem ajudar com pequenas atitudes, como oferecer companhia ou assumir os cuidados por algumas horas.

Se o sofrimento persistir e começar a afetar o sono, o trabalho, os relacionamentos ou os cuidados com a criança, a psicóloga recomenda procurar atendimento profissional.

Para Maísa, reconhecer os próprios limites e pedir ajuda também faz parte do cuidado com a família.

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