Governo divulga plano nacional de imunização contra a Covid-19
- dezembro 14, 2020
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Na última sexta-feira, 11, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde entregou o plano nacional de imunização contra a Covid-19 para o STF. O plano
Na última sexta-feira, 11, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde entregou o plano nacional de imunização contra a Covid-19 para o STF. O plano se tornou público no sábado, 12, e ainda essa semana será apresentado para a população.
Confira os principais pontos apresentados no plano:
Quando a vacinação se iniciará?
O plano não possui uma data específica para seu início, apenas uma expectativa de vacinar os grupos prioritários no primeiro semestre de 2021, isso porque a definição dessa data, segundo o governo federal, depende da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovar o registro das vacinas. O que até o momento não aconteceu por parte de nenhuma das vacinas que estão nas fases finais de testes.
Como será feito o processo de vacinação?
As primeiras pessoas a serem vacinadas são as que fazem parte do grupo considerado em maior vulnerabilidade e em maior exposição à doença.
Sendo assim, os grupos foram divididos em 4 fases. Confira:
Primeira fase:
Considerando uma perda de 5% na manipulação do produto, são estimadas 29.909.040 de doses. Cada pessoa tomará duas doses.
Segunda fase:
Na segunda fase, considerando a perda de 5%, são estimadas 44.830.716 doses.
Terceira fase:
Número de doses estimadas, considerando a perda: 26.590.034.
Quarta fase:
A estimativa de doses a serem usadas na quarta fase é de 7.012.572.
Ao final dessas 4 fases, o governo pretende conseguir imunizar 51 milhões de pessoas inicialmente. Após os grupos prioritários serem imunizados, as demais pessoas poderão ser vacinadas.
Todos esses números são uma expectativa do que o governo federal pretende atingir com esse plano de vacinação, mas como ainda é um plano, alterações podem ser feitas durante seu processo de implementação.
O governo planeja usar doses da vacina produzida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, já há um acordo para receber 100, 4 milhões de doses dessa vacina até julho de 2021.
No plano ainda cita que o Brasil também tem acordo para aquisição de 42,5 milhões de doses do consórcio Covax, coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que disponibiliza vacinas à medida que forem aprovadas para uso, independente do laboratório desenvolvedor.
A federação também afirmou que o Brasil já está em negociação para obter 70 milhões de doses da vacina da Pfizer.
O plano também ressalta que o governo tem orçamento reservado para a compra de outras vacinas em fases de testes, são mais de 13 citadas como “candidatas”.
Por Isabella Chaboudt.