Inverno exige atenção redobrada com a saúde respiratória
- agosto 18, 2026
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Frio, ar seco e ambientes fechados favorecem infecções e podem agravar doenças como asma, bronquite e rinite
Frio, ar seco e ambientes fechados favorecem infecções e podem agravar doenças como asma, bronquite e rinite

As temperaturas mais baixas aumentam a preocupação com a saúde respiratória durante o inverno. O período favorece a circulação de vírus e bactérias.

O ar seco e a permanência em ambientes fechados também podem agravar doenças respiratórias crônicas, como asma, bronquite, enfisema pulmonar e rinite alérgica.
Segundo o fisioterapeuta e professor da Estácio, Charles Capella, o frio reduz a eficiência dos mecanismos naturais de defesa das vias respiratórias.
“Durante o inverno, nosso sistema respiratório fica mais vulnerável. O ar frio e seco prejudica a capacidade das vias aéreas de filtrar impurezas e microrganismos”, explica.

Entre os problemas mais comuns nesta época está a gripe, causada pelo vírus Influenza. Os principais sintomas incluem febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e indisposição.
A pneumonia também pode surgir após uma gripe ou ocorrer de forma independente. Tosse com secreção, dor no peito e falta de ar estão entre os sintomas.
O inverno também pode intensificar crises alérgicas. Ácaros e fungos acumulados em ambientes pouco ventilados podem contribuir para o surgimento dos sintomas.
Sem tratamento adequado, essas condições podem comprometer a função pulmonar e exigir internação.
A fisioterapia respiratória pode contribuir tanto para a recuperação quanto para a prevenção de complicações.
A especialidade utiliza exercícios que fortalecem os músculos responsáveis pela respiração e melhoram a capacidade pulmonar.
As técnicas também ajudam o paciente a eliminar secreções acumuladas nas vias aéreas.
“O principal objetivo da fisioterapia respiratória é melhorar a eficiência da respiração”, afirma Charles Capella.
Segundo o especialista, o trabalho inclui exercícios para fortalecer principalmente o diafragma, além de técnicas que favorecem a expansão pulmonar.
Essas estratégias podem reduzir o esforço respiratório, melhorar a oxigenação e diminuir o risco de complicações.
A prática regular de atividades físicas ajuda a melhorar o condicionamento cardiorrespiratório e contribui para a saúde pulmonar.
No entanto, o especialista destaca que os cuidados devem ir além dos exercícios.
Manter a vacinação atualizada, beber água regularmente e higienizar as mãos estão entre as principais medidas preventivas.
Também é importante manter os ambientes ventilados e evitar locais fechados durante períodos de maior circulação de doenças respiratórias.
Pessoas com sintomas persistentes devem procurar atendimento médico para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.
Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias preexistentes precisam de atenção especial durante o período.
“A prevenção é sempre o melhor caminho. Quando associamos hábitos saudáveis, vacinação, acompanhamento médico e fisioterapia respiratória, conseguimos preservar a função pulmonar”, conclui o docente da Estácio.
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Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
