SES-RJ emite alerta na vigilância contra a febre amarela no estado
junho 2, 2026
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O avanço de casos em estados vizinhos acendeu um sinal de alerta levando em concideração que a região apresenta características que podem favorecer a introdução do vírus,
Embora o estado não registre circulação do vírus neste momento, o avanço de casos em estados vizinhos acendeu um sinal de alerta. Em 2026, o Brasil confirmou oito casos humanos da doença, sendo seis em São Paulo e dois no Pará. Quatro pessoas morreram.
Rio de Janeiro reúne fatores de risco
Segundo a SES-RJ, o estado apresenta características que podem favorecer a introdução do vírus, como extensas áreas de Mata Atlântica, presença de primatas não humanos, histórico de transmissão e bolsões populacionais com baixa cobertura vacinal.
O Ministério da Saúde classificou 38 municípios fluminenses como “Área Ampliada – 2º Nível B“, categoria destinada a localidades próximas de regiões com circulação viral ativa e inseridas em corredores ecológicos favoráveis à dispersão do vírus.
Entre os municípios incluídos na classificação estão:
Rio de Janeiro,
Duque de Caxias,
Nova Iguaçu,
Petrópolis,
Teresópolis,
Nova Friburgo,
Campos dos Goytacazes,
Itaperuna,
Angra dos Reis,
Resende,
Itaguaí e Paraty, entre outros.
SES-RJ intensifica ações de vigilância contra febre amarela no estado do Rio de Janeiro – imagem por : divulgação CRMV-RJ
Vacinação é prioridade
A SES-RJ orienta os municípios a reforçarem a vacinação contra a febre amarela, principalmente em áreas rurais e regiões próximas a corredores ecológicos.
A recomendação prioriza pessoas não vacinadas, trabalhadores rurais, moradores de áreas de mata, visitantes de unidades de conservação e homens entre 20 e 59 anos.
Monitoramento de macacos auxilia vigilância
A secretaria também reforça a necessidade de notificação imediata de casos suspeitos em humanos e de mortes de macacos. Os primatas funcionam como sentinelas da circulação do vírus, mas não transmitem a doença às pessoas.
As autoridades de saúde devem receber essas notificações em até 24 horas.
O alerta destaca ainda a importância da vigilância de epizootias em primatas não humanos, considerada uma estratégia fundamental para identificar precocemente a circulação viral.o avanço de casos em estados vizinhos acendeu um sinal de alerta
Quando as equipes encontrarem carcaças de macacos, deverão encaminhá-las ao Centro de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (CJV), no município do Rio de Janeiro, para investigação laboratorial.
Além disso, técnicos e profissionais de saúde devem registrar os casos de adoecimento ou morte de primatas no sistema SISS-Geo, utilizado para o monitoramento georreferenciado desses eventos.
Especialista destaca papel dos primatas
Segundo Lucas Keidel, médico-veterinário da Coordenação de Vigilância Ambiental da SES-RJ, os mosquitos são os verdadeiros transmissores da febre amarela.
“Os primatas não humanos, assim como os seres humanos, são vítimas da doença. O adoecimento ou a morte desses animais geralmente antecede a transmissão para a população humana, tornando essa vigilância uma estratégia sentinela fundamental para orientar medidas de prevenção e controle“, explicou.
Doença pode causar quadros graves
Mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem a febre amarela. Entre os principais sintomas estão febre súbita, dores no corpo, calafrios, náuseas, vômitos e fraqueza. Nos casos mais graves, a doença pode provocar insuficiência hepática, hemorragias e levar à morte.