Tontura nem sempre é labirintite: Especialistas explicam
- abril 13, 2026
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Alterações na coluna cervical, postura inadequada e tensão muscular estão entre as causas
Alterações na coluna cervical, postura inadequada e tensão muscular estão entre as causas. A tontura é um sintoma comum e muitas pessoas associam o problema à labirintite. No entanto, nem sempre essa é a causa.

Alterações na coluna cervical também podem provocar desequilíbrio e vertigem. Entre elas estão contraturas musculares, má postura e desgaste das vértebras.
Problemas como artrose, hérnia de disco e rigidez muscular estão entre as principais causas.
O uso excessivo de celulares e computadores também aumenta o risco. Segundo a fisioterapeuta Marina Zebendo, o tempo prolongado em frente às telas pode afetar a percepção da posição da cabeça, gerando tensão, dor e limitações.

A tontura cervicogênica surge por tensão muscular ou alterações posturais. Esses fatores podem reduzir o fluxo sanguíneo cerebral e provocar os sintomas.
Já a labirintite clássica tem origem no ouvido interno e ocorre por um processo inflamatório.
O otorrinolaringologista Rafael Leite Freitas explica que alterações cervicais podem causar tontura por distúrbios proprioceptivos ou, em casos raros, vasculares.
Segundo ele, as labirintopatias exigem avaliação clínica e exames específicos. Já a tontura cervicogênica costuma estar ligada a problemas na coluna.
Os especialistas analisam o histórico do paciente, os sintomas e os hábitos de vida.
O diagnóstico pode incluir exames como ressonância magnética, tomografia e testes vestibulares. A avaliação também considera equilíbrio, coordenação motora, mobilidade e função auditiva.
O tratamento inclui fisioterapia, com técnicas de relaxamento, mobilidade e fortalecimento muscular.
Os profissionais também utilizam recursos terapêuticos, reeducação postural e exercícios óculo-vestibulares.
Na maioria dos casos, os pacientes apresentam melhora rápida. No entanto, mudanças nos hábitos são essenciais para evitar novas crises.
Outras áreas, como neurologia, nutrição, geriatria e educação física, também podem atuar de forma integrada.
Pequenas mudanças ajudam a prevenir a tontura. Entre elas estão pausas durante o trabalho, exercícios para a região cervical e atenção à postura.
Técnicas de respiração e relaxamento também auxiliam no controle do estresse e da ansiedade, fatores que podem intensificar os sintomas.

Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
