Veterinária orienta como viajar com pets nas férias com segurança
- julho 28, 2026
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Especialista destaca cuidados com documentação, transporte e adaptação dos animais para reduzir o estresse durante o trajeto.
Especialista destaca cuidados com documentação, transporte e adaptação dos animais para reduzir o estresse durante o trajeto.
Quem pretende viajar nas férias com cães ou gatos deve se planejar para garantir conforto e segurança aos animais durante todo o percurso. A orientação é da médica veterinária Denise Terenzi, professora do curso de Medicina Veterinária da Estácio.

Segundo a especialista, cada companhia aérea estabelece regras próprias para o transporte de animais. As normas variam conforme a espécie, o porte, a raça e a idade do pet. Por isso, o tutor deve consultar as exigências antes de comprar as passagens.
Animais de pequeno porte, cuja soma do peso com a caixa de transporte fique entre 7 e 10 quilos, normalmente podem viajar na cabine. Já cães e gatos acima deste limite devem seguir no compartimento de cargas pressurizado.
As companhias exigem caixas de transporte compatíveis com os padrões da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA). O equipamento deve ser resistente, ventilado, possuir trava de segurança e espaço suficiente para que o animal fique em pé e consiga girar.
A veterinária também recomenda forrar a caixa com tapete higiênico para aumentar o conforto durante a viagem.
Denise Terenzi orienta que os tutores iniciem a adaptação do pet à caixa de transporte cerca de 15 dias antes da viagem.
A recomendação é colocar petiscos no interior da caixa e aumentar gradualmente o tempo de permanência do animal. Dessa forma, o pet cria uma associação positiva com o espaço e enfrenta o deslocamento com menos ansiedade.
Após o desembarque, o tutor deve oferecer água, alimento e realizar um breve passeio para ajudar o animal a se recuperar da viagem.
A especialista reforça que toda viagem deve começar com uma avaliação veterinária. Além de verificar as condições de saúde do animal, o profissional pode indicar medidas para reduzir o estresse durante o trajeto.
Em viagens nacionais, o tutor deve apresentar a carteira de vacinação atualizada e um atestado de saúde emitido até dez dias antes do embarque.
Já nas viagens internacionais, também será necessário apresentar o Certificado Veterinário Internacional (CVI), o comprovante de vacinação antirrábica e outros documentos exigidos pelo país de destino.
Alguns países exigem exames complementares, como a sorologia para raiva, que pode precisar de até 180 dias de antecedência. Por isso, a veterinária recomenda consultar a embaixada ou o consulado do destino antes de organizar a viagem.
Para quem viaja com frequência, o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos pode facilitar o processo. O documento tem validade permanente para viagens nacionais e para alguns países, desde que o animal possua microchip e atenda às exigências sanitárias.
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Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
