Vírus Nipah entra no radar global e especialistas explicam riscos
fevereiro 3, 2026
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Patógeno com alta mortalidade e sem imunização mobiliza atenção de autoridades internacionais
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O vírus Nipah voltou a chamar atenção após novos casos registrados na Índia, reacendendo o alerta das autoridades de saúde internacionais. Identificado em 1998, o patógeno preocupa pela alta letalidade e pela ausência de vacina ou tratamento específico. Transmitido principalmente por morcegos frugívoros, o vírus pode infectar humanos por alimentos contaminados ou contato direto entre pessoas. Especialistas explicam que os sintomas variam de quadros leves até manifestações graves, como encefalite e coma. No Brasil, não há registros da doença, e o país conta com sistemas de vigilância preparados para detectar casos importados. A prevenção segue como principal estratégia, baseada em cuidados com alimentos, higiene e atenção a sintomas após viagens internacionais.
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Vírus Nipah voltou ao noticiário internacional após a confirmação de dois casos na Índia, reacendendo o alerta de autoridades de saúde em vários países. Identificado pela primeira vez em 1998, o patógeno chama atenção pela taxa de letalidade elevada, que pode chegar a 75%, além da inexistência de vacina ou tratamento específico.
O que é o vírus Nipah
Trata-se de uma doença zoonótica emergente, transmitida principalmente por morcegos frugívoros. O vírus também pode infectar outros animais e seres humanos. Segundo Alice Del Colletto, doutora em Ciências e coordenadora do curso de Biomedicina da Estácio, a infecção ocorre por alimentos contaminados, como frutas ou seiva crua, além do contato direto entre pessoas por secreções respiratórias.
Sintomas e evolução da doença
Os sintomas inicam com febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos. Em alguns casos, a infecção evolui rapidamente para confusão mental, convulsões, encefalite aguda, coma e morte. Apesar disso, a transmissão entre humanos é considerada limitada.
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Risco de pandemia e vigilância internacional
Embora o risco de uma pandemia seja avaliado como baixo, o monitoramento constante é essencial. Regiões do Sul e Sudeste da Ásia registram surtos recorrentes, o que mantém o vírus sob observação de organismos internacionais de saúde.
Situação do Brasil e medidas preventivas
No Brasil, não há registro da doença. De acordo com Silvia Nunes Szente Fonseca, médica infectologista e docente do IDOMED, o país possui sistemas de vigilância epidemiológica preparados para identificar rapidamente casos importados.
Sem vacina disponível, a prevenção continua sendo a principal estratégia. Medidas como higienização das mãos, cuidado no consumo de alimentos e atenção a sintomas persistentes após viagens internacionais são fundamentais. Segundo as especialistas, informação de qualidade e vigilância constante seguem como as principais armas no enfrentamento de vírus emergentes. O vírus Nipah exige atenção responsável, não alarme.