MPRJ cobra plano de ação para enfrentar impactos do El Niño no Rio
- junho 22, 2026
- 0
Fenômeno pode aumentar risco de desastres em Friburgo e outras cidades vulneráveis do estado
Fenômeno pode aumentar risco de desastres em Friburgo e outras cidades vulneráveis do estado
O Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEMA/MPRJ) recomendou que a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS/RJ) e a Secretaria de Estado de Defesa Civil comprovem, em até 30 dias, a existência e a atualização dos instrumentos estaduais de prevenção e gestão de riscos relacionados ao fenômeno El Niño 2026/2027.

A medida busca garantir que o Estado esteja preparado para enfrentar possíveis – nos próximos meses.
Órgãos técnicos como INPE, INMET, FUNCEME e CENSIPAM apontam alta probabilidade de ocorrência do El Niño durante o segundo semestre de 2026, com possibilidade de permanência até o início de 2027.
Segundo os estudos, o fenômeno pode intensificar eventos extremos, como chuvas fortes, inundações, estiagens severas, ondas de calor e alterações nos padrões de tempestades.
Essas mudanças podem afetar a infraestrutura urbana, a segurança hídrica, o sistema energético e a saúde da população.
O Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN-RJ) acompanha de perto a situação em 30 municípios considerados mais vulneráveis.
Na Região Serrana, Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis aparecem entre as cidades com maior risco de deslizamentos de terra, movimentos de massa e enxurradas em períodos de chuvas intensas.
O histórico de tragédias climáticas e as características geográficas da região reforçam a necessidade de monitoramento constante e ações preventivas.
O GAEMA solicitou um relatório técnico detalhado sobre as ações adotadas pelo Estado para enfrentar os possíveis impactos do El Niño.
Entre as informações solicitadas estão:
O Ministério Público também quer saber como o planejamento estadual utiliza dados e projeções de órgãos especializados para orientar as ações preventivas.
O órgão destacou a importância de manter atualizados os planos de contingência, os sistemas de drenagem, as rotas de evacuação e os mecanismos de alerta precoce.
Segundo o MPRJ, a falta de planejamento e de ações efetivas pode comprometer direitos fundamentais da população, como a vida, a saúde, a segurança e o acesso a um meio ambiente equilibrado.
Caso os órgãos responsáveis não atendam à recomendação, o Ministério Público poderá adotar medidas judiciais e extrajudiciais.
A população pode acompanhar previsões meteorológicas e alertas de emergência pelos canais oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), da Defesa Civil e do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Especialistas reforçam que informação e prevenção continuam sendo as principais ferramentas para reduzir riscos durante os períodos de eventos climáticos extremos.
Links Relacionados:
Especialistas alertam para Super El Niño na região Serrana do RJ
Primavera de La Niña! Estação começa nesta quinta-feira no Hemisfério Sul

Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
