Especialistas orientam como evitar golpes bancários e renegociar dívidas
- julho 8, 2026
- 0
Advogados explicam os principais golpes financeiros, os direitos do consumidor e como funciona a Lei do Superendividamento.
Golpes financeiros cada vez mais sofisticados e o aumento do endividamento das famílias foram tema do programa Toda Manhã, da TV Zoom. A jornalista Luciana Ferraz entrevistou os advogados João Maurício Duboc e Gunther Sichel, especialistas em direito bancário e do consumidor. Durante a conversa, eles explicaram como identificar fraudes, quais providências tomar após um golpe e como a Lei do Superendividamento pode ajudar quem perdeu o controle das finanças.

Segundo Gunther Sichel, criminosos atuam de forma cada vez mais organizada. Um dos golpes mais comuns é o da falsa central bancária.
Os golpistas ligam ou enviam mensagens pelo WhatsApp, fingem representar a instituição financeira e utilizam dados pessoais da vítima para ganhar credibilidade.
Ao perceber a fraude, a vítima deve avisar imediatamente o banco, registrar um boletim de ocorrência e procurar orientação jurídica.
João Maurício Duboc explicou que a Justiça entende que os bancos respondem objetivamente por fraudes bancárias sofridas pelos clientes.
Segundo ele, esse entendimento busca proteger o consumidor, principalmente quando há falhas na segurança ou vazamento de dados.
Os especialistas recomendam três medidas imediatas:
Os advogados destacaram que aposentados e pensionistas sofrem com frequência golpes ligados a empréstimos consignados.
Segundo Duboc, muitos criminosos aproveitam a menor familiaridade desse público com a tecnologia para aplicar fraudes.
O pagamento apenas do valor mínimo da fatura do cartão de crédito e o uso constante do cheque especial podem fazer a dívida crescer rapidamente.
Gunther Sichel alertou que muitas pessoas recorrem a novos empréstimos para quitar débitos antigos, comprometendo recursos destinados às despesas básicas da família.
A Lei do Superendividamento, em vigor desde 2021, permite que consumidores de boa-fé solicitem à Justiça a renegociação conjunta das dívidas.
O objetivo é definir parcelas compatíveis com a renda e preservar o chamado mínimo existencial, destinado a gastos essenciais como alimentação, moradia e saúde.
Segundo Duboc, a medida também pode beneficiar microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos empresários.
Os especialistas também alertam para cláusulas abusivas e para a venda casada de seguros em contratos de empréstimo.
Quando identifica irregularidades, a Justiça pode anular cobranças indevidas, reduzir significativamente o valor da dívida e até determinar a devolução de valores pagos pelo consumidor.
Caso um valor entre na conta sem solicitação, a orientação é não utilizar o dinheiro.
O consumidor deve comunicar imediatamente o banco e formalizar a devolução. Se não conseguir resolver o problema, deve procurar assistência jurídica.
Os advogados recomendam:
Segundo os especialistas, informação e prevenção continuam sendo as principais ferramentas para reduzir o número de vítimas de golpes bancários.
Links relacionados:
Oito em cada dez brasileiros estão endividados, aponta pesquisa

Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
