El Niño pode intensificar eventos climáticos extremos no Brasil
- julho 13, 2026
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Fenômeno tem 81% de chance de atingir intensidade muito forte; Energisa reforça monitoramento para reduzir impactos no sistema elétrico.
Fenômeno tem 81% de chance de atingir intensidade muito forte; Energisa reforça monitoramento para reduzir impactos no sistema elétrico.
O El Niño segue evoluindo desde junho e tem 81% de chance de atingir intensidade muito forte, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). A previsão acende um alerta para a ocorrência de eventos climáticos extremos no segundo semestre.

Entre os principais efeitos estão chuvas intensas, tempestades severas, ondas de calor e longos períodos de estiagem. O cenário exige atenção de diferentes setores, principalmente do sistema elétrico.
De acordo com Ana Paula Paes, meteorologista e consultora da Energisa, os efeitos do fenômeno mudam de acordo com a região do país.
No Sul, a previsão indica aumento das chuvas e maior ocorrência de temporais. No Norte e Nordeste, o El Niño favorece secas mais prolongadas e estiagens severas.
Já no Sudeste e Centro-Oeste, a expectativa é de ondas de calor mais intensas, além de tempestades, rajadas de vento e maior incidência de raios.
A Energisa afirma que investe em planejamento para minimizar os efeitos dos eventos climáticos no fornecimento de energia.
A empresa utiliza meteorologia, ciência de dados, inteligência artificial e protocolos de contingência para antecipar riscos. Também reforça equipes, posiciona materiais estrategicamente e amplia a comunicação com clientes e autoridades.
Segundo a companhia, cerca de 60% das ocorrências registradas entre 2023 e 2025 tiveram relação com descargas atmosféricas.
Os Centros de Operação Integrada (COI) da Energisa acompanham informações meteorológicas e operacionais em tempo real.
Com esses dados, a empresa identifica áreas mais vulneráveis, posiciona equipes antes das tempestades e organiza ações preventivas.
“O desafio não é apenas restabelecer o fornecimento depois de um evento climático. É chegar antes, com equipes, protocolos e informações preparados para reduzir o impacto sobre a população“, afirma Gioreli de Sousa Filho, vice-presidente de Redes do Grupo Energisa.
A Energisa destaca que as ondas de calor também elevam o consumo de energia, aumentando a demanda sobre o sistema elétrico.
Segundo a empresa, combinar infraestrutura, tecnologia e inteligência operacional se tornou essencial para garantir um fornecimento mais seguro diante do aumento dos eventos climáticos extremos.
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Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
