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Operação Hawala combate lavagem ligada ao tráfico

  • julho 17, 2026
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Polícia Civil e MPRJ prendem 10 suspeitos e investigam possível conexão com estrutura de financiamento da Al-Qaeda.

Operação Hawala combate lavagem ligada ao tráfico

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MPRJ) deflagraram, na manhã desta última quarta-feira, 15, a Operação Hawala para combater um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou pelo menos R$100 milhões provenientes do tráfico de drogas.

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Até a última atualização, às equipes prenderam 10 pessoas. A Justiça também expediu 37 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Foz do Iguaçu.

Esquema atendia facções criminosas

Segundo as investigações, a organização prestava serviços ao Terceiro Comando Puro (TCP) e também ocultava recursos ligados ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) denunciou 22 pessoas. A Justiça aceitou integralmente a denúncia, tornando todos os investigados réus.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros, bens e participações societárias dos investigados.

Empresas de fachada e depósitos fracionados

A investigação começou após a identificação de uma empresa ligada ao TCP que comercializava produtos falsificados e recebia eletrônicos roubados.

A partir desse núcleo, os investigadores descobriram dezenas de empresas de fachada criadas para ocultar e movimentar recursos do tráfico. O grupo também utilizava depósitos fracionados em dinheiro, prática conhecida como smurfing, para dificultar o rastreamento das operações financeiras.

Investigação apura possível ligação internacional

Durante a apuração, a Polícia Civil identificou um núcleo de empresários de origem libanesa que, segundo as investigações, ampliava a circulação nacional e internacional dos recursos ilícitos.

Os investigadores também analisam uma possível relação comercial entre uma empresa ligada ao grupo e um indivíduo sancionado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, apontado como integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda.

Segundo a Polícia Civil, essa possível conexão ainda será aprofundada a partir da análise do material apreendido durante a operação.

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