Friburgo registra 78 acidentes com animais peçonhentos
- setembro 24, 2026
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SES-RJ monitora ocorrências e alerta para maior risco de contato durante períodos de calor e estiagem
SES-RJ monitora ocorrências e alerta para maior risco de contato durante períodos de calor e estiagem

Nova Friburgo registrou 78 acidentes com animais peçonhentos até 9 de setembro de 2026, segundo dados levantados pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ).
O Município aparece entre as cidades com maior número de notificações no Estado. Ao todo, o Rio de Janeiro contabilizou 3.116 acidentes no período.
A SES-RJ monitora os casos por meio da Coordenação de Vigilância Ambiental. A pasta também acompanha as condições climáticas e orienta os municípios sobre medidas de prevenção e atendimento.
A previsão de temperaturas mais altas e um período prolongado de estiagem pode aumentar a proximidade dos animais peçonhentos com áreas residenciais.
Mudanças na temperatura e nos períodos de chuva e seca podem interferir na busca por alimento, nos deslocamentos e na reprodução desses animais.
Segundo o biólogo Wagner Medeiros, da Coordenação de Vigilância Ambiental, a redução da disponibilidade de água pode favorecer essa aproximação.
“A redução significativa na disponibilidade de água pode levar esses animais a uma proximidade ainda maior com os ambientes ao redor das residências, aumentando as chances de ‘encontro’ entre humanos e animais peçonhentos.”
Dos 3.116 acidentes registrados no Rio de Janeiro até 9 de setembro, 1.145 envolveram aranhas.
Na sequência aparecem os acidentes com escorpiões, com 660 registros, e serpentes, com 465. Outros tipos de animais também aparecem nas notificações.
A capital concentrou o maior número de ocorrências, com 597 casos. Petrópolis registrou 380, seguida por Rio das Ostras, com 101, Resende, com 79, e Nova Friburgo, com 78.
Raul Sertã integra rede de atendimento
Nova Friburgo conta com um polo de soroterapia no Hospital Municipal Raul Sertã, que integra a rede de atendimento para acidentes com animais peçonhentos.
Ao todo, o Estado possui 33 polos de soroterapia, distribuídos pelas nove regiões. A SES-RJ acompanha o abastecimento dessas unidades para garantir a disponibilidade do atendimento à população.
A Vigilância Ambiental também avalia os registros e as condições epidemiológicas e ambientais. A partir desse acompanhamento, os municípios podem receber orientações para reforçar as ações de prevenção e assistência.
A população deve manter quintais e áreas próximas às residências limpos. Entulho, folhas, madeira e outros materiais podem servir de abrigo para animais peçonhentos.
Outra orientação é manter o lixo bem acondicionado e verificar calçados, roupas de cama e objetos que tenham ficado no chão antes de utilizá-los.
Em caso de acidente, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.
Se for possível, a pessoa pode fotografar o animal a uma distância segura para ajudar na identificação. A orientação é não tentar capturá-lo.
Serviço
A SES-RJ mantém a relação dos polos de soroterapia por município para orientar a população sobre os locais de atendimento.
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Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting