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Reforma Tributária: O que muda no seu bolso a partir de agora?

  • setembro 9, 2026
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Programa analisa sistema tributário brasileiro, criação do Imposto Seletivo, a Cesta Básica Nacional.

Reforma Tributária: O que muda no seu bolso a partir de agora?

O episódio do programa Zoom Debates que foi ao ar nesta terça-feira, 8 de setembro, analisou as profundas transformações no sistema tributário brasileiro, discutindo a unificação com o IVA Dual (CBS e IBS), a criação do Imposto Seletivo, a Cesta Básica Nacional e o funcionamento do mecanismo de Cashback Social para famílias de baixa renda.

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Debate qualificado

Para debater de forma prática, clara e esclarecedora os novos rumos do sistema do sistema tributário brasileiro, o apresentador Roosevelt Concy recebeu Gilliard Rodrigues Coelho, sócio-fundador da Valor Contábil, e Edilan Bohrer, sócio da Contaê Consultoria, ambos contadores com mais de duas décadas de atuação profissional.

Carga e retorno

A discussão iniciou-se com uma reflexão crítica sobre o peso dos tributos no orçamento das famílias, dos trabalhadores e dos empreendedores brasileiros. A esse respeito, observou-se que a carga tributária do País alcançou o patamar de 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Diante deste cenário, Roosevelt questionou de forma incisiva a ausência de retorno satisfatório desse montante arrecadado para a sociedade em serviços públicos essenciais, tais como saúde, educação, segurança pública e transporte coletivo, identificando um nítido descompasso entre a arrecadação equivalente à de países desenvolvidos e a entrega de serviços de baixa qualidade.

Discrepâncias e sobreposições

Em sequência, os convidados detalharam os gargalos do arcabouço tributário vigente, historicamente classificado como um verdadeiro “manicômio tributário”. Apontou-se que a existência de dezenas de siglas e a sobreposição de regras pulverizadas entre a União, as 27 unidades federativas e os mais de 5.500 municípios gera distorções absurdas na classificação fiscal de mercadorias, além de impor altíssimos custos operacionais e burocráticos para que as empresas consigam manter o cumprimento das obrigações fiscais.

O que muda

Os especialistas esclareceram que a essência da reforma tributária foca na unificação de cinco tributos incidentes sobre o consumo PIS, Cofins e IPI (no âmbito federal), ICMS (estadual) e ISS (municipal) — mediante a criação de um modelo de Imposto sobre ValoPIS, Cofins e IPI (no âmbito federal), ICMS (estadual) e ISS (municipal) — mediante a criação de um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual. Essa nova estrutura divide-se em Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), gerida pela Receita Federal, e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado de forma compartilhada por estados e municípios através de um comitê gestor. Os convidados também estabeleceram a diferença entre impostos, taxas e contribuições, e avançaram para as implicações reais do “imposto por fora”, os efeitos no setor de serviços, nas locações imobiliárias e os desafios do cronograma de transição gradual até 2033.

Contabilidade preventiva

Por fim, a pauta abordou o término das distorções fiscais regionais, a necessidade de adequação tecnológica e planejamento estratégico antecipado por parte dos empresários, a importância da contabilidade consultiva e preventiva para evitar quedas irreversíveis nos negócios e como a informação é a ferramenta essencial para o cidadão exercer sua cidadania com plenitude.

Destaques

Entre os principais destaques operacionais, econômicos e sociais debatidos durante o programa, sobressaem-se os seguintes pontos:

  1. *Imposto por fora e transparência:* Promove-se uma mudança cultural na qual o tributo deixa de estar oculto no preço dos produtos, sendo calculado e exibido de forma transparente na ponta consumidora.

 

  1. *Cesta Básica Nacional Unificada:* Estabelece-se a isenção total de CBS e IBS para itens de alimentação essencial, eliminando distinções e privilégios regionais de tributação.

 

  1. *Mecanismo de Cashback Social:* Implementa-se a devolução parcial de tributos pagos em contas de consumo básico (água, energia elétrica, gás) e medicamentos para famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único.

 

  1. *Impactos setoriais e locação imobiliária:* Enquanto indústrias e comércios se beneficiam do aproveitamento amplo de créditos fiscais, prestadores de serviços e profissionais liberais sofrerão aumento de carga devido à escassez de créditos operacionais. Quanto ao mercado imobiliário, esclarece-se que a cobrança de tributos sobre aluguéis incidirá prioritariamente sobre pessoas jurídicas e grandes locadores proprietários de mais de três imóveis com rendimento anual superior a R$ 244 mil.

Para quem busca entender como a atuação coordenada entre planejamento tributário, adequação empresarial, transparência fiscal e conscientização do consumidor pode transformar a economia brasileira de forma sustentável, este programa é essencial. Assista ao debate completo no nosso canal do YouTube e acompanhe as reflexões de quem atua com técnica, precisão e experiência no setor contábil e empresarial.

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