Super El Niño pode favorecer vendavais e eventos climáticos extremos no Brasil
- agosto 13, 2026
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Fenômeno altera a circulação atmosférica e pode aumentar as condições para tempestades severas, segundo especialista
Fenômeno altera a circulação atmosférica e pode aumentar as condições para tempestades severas, segundo especialista
O El Niño apresenta sinais de fortalecimento e pode alcançar a categoria “muito forte” entre outubro e dezembro de 2026. O fenômeno aquece de forma anormal as águas do Pacífico Equatorial.
Segundo o CPC, da NOAA, existe 81% de probabilidade de o fenômeno atingir essa intensidade no período. O cenário pode favorecer eventos climáticos extremos no Brasil.
O El Niño não provoca diretamente cada tempestade ou tornado. Porém, o fenômeno altera a circulação da atmosfera e pode criar condições favoráveis para sistemas severos.
Para Robson Costa, engenheiro ambiental e professor da Estácio, o fenômeno funciona como um catalisador desses eventos.
“Ele atua como um catalisador, intensificando sistemas meteorológicos e aumentando a probabilidade de eventos severos, principalmente na Região Sul”, explica.
O especialista relaciona esse cenário aos vendavais registrados recentemente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os tornados que atingiram o Rio Grande do Sul também integram o contexto de instabilidade atmosférica.

Segundo Robson Costa, os vendavais no Sudeste ocorreram após o encontro de uma massa de ar quente e seco com uma frente fria vinda do Sul.
Esse contraste pode formar uma frente de rajada e favorecer linhas de instabilidade.
“Esse tipo de contraste atmosférico é potencializado durante episódios de El Niño”, afirma o engenheiro ambiental.
O fenômeno também pode favorecer chuvas intensas, rajadas de vento e, em determinadas condições, a formação de tornados.
Os impactos do fenômeno podem ganhar força durante a primavera e o verão. A previsão aponta diferentes efeitos sobre o clima brasileiro.
Entre eles estão chuvas acima da média na Região Sul e temperaturas elevadas em grande parte do país.
O cenário também pode favorecer ondas de calor e elevar o risco de incêndios florestais.
“A combinação de um Pacífico excepcionalmente aquecido com temperaturas elevadas também no Atlântico pode ampliar ainda mais os extremos climáticos”, destaca Costa.
O especialista reforça a importância do acompanhamento das condições meteorológicas nos próximos meses.
Para ele, autoridades e população devem investir em planejamento e medidas preventivas.
Essas ações podem reduzir impactos sobre a população, a agricultura e o abastecimento de água.
A expectativa apresentada pela instituição é que o El Niño permaneça ativo até o início de 2027. Por isso, o acompanhamento das previsões meteorológicas ganha importância diante da possibilidade de novos eventos extremos.
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Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
