Volta às aulas reacende atenção à alimentação dos estudantes
- março 13, 2026
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Especialista explica como escolhas nutritivas favorecem foco e aprendizagem de crianças e adolescentes no período de desenvolvimento
O retorno às aulas começa a mobilizar famílias e escolas. Com a volta da rotina, temas como a alimentação de crianças e adolescentes toma o centro das atenções. Mais do que prática, o assunto envolve melhores condições para o aprendizado, além de hábitos que continuam para a vida adulta.

Segundo Júlia Valmórbida, professora do curso de Nutrição da Estácio, os lanches são estratégicos na alimentação infantil e juvenil. “Além de matar a fome, eles são momentos importantes para fornecer energia de qualidade e nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento” ,explica.
No espaço escolar, essa importância se intensifica, já que o cérebro está em constante atividade. “Um lanche adequado ajuda a manter os níveis de atenção, memória e disposição física mais estáveis. Sem isso, é comum observar queda no rendimento, sonolência e até alterações de humor ao final das aulas”, completa.
Montar um lanche equilibrado não precisa ser difícil. A indicação é combinar alimentos que forneçam, energia, saciedade e vitaminas. Nessa lista vai carboidratos como pães, bolos integrais, tapiocas, aveia e frutas; proteína, como iogurte natural com frutas, ovos ou carnes, granola caseira.
A correria do dia a dia costuma levar a escolhas menos adequadas. Júlia aponta que o erro mais comum é priorizar apenas a prática, recorrendo com frequência a ultraprocessados. “Sucos de caixinha, bolachas recheadas e salgadinhos são fáceis, mas geralmente ricos em açúcar, sódio e gorduras de baixa qualidade”, alerta. A mudança começa quando a alimentação é vista com importância.
Preparar as frutas para a semana, assar um bolo caseiro ou envolver as crianças no planejamento, são atos simples que fazem a diferença.
A qualidade do que vai na Lancheira impacta diretamente o desempenho em sala de aula. Segundo a nutricionista,alimentos ricos em açúcar provocam picos rápidos de energia, seguidos de queda, o que resulta em desconcentração. Combinações com carboidratos complexos , fibras e proteínas garantem uma liberação mais lenta de energia, favorecendo foco, disposição e melhor processamento das informações.
Crianças observam e reproduzem comportamentos. Ter frutas e vegetais com frequência, reduz o consumo de ultraprocessados, incluir os pequenos no preparo das refeições torna as escolhas mais naturais. Júlia lembra que a rejeição inicial a novos alimentos é normal: “É preciso paciência. Oferecer o mesmo alimento em diferentes preparações, sem pressão, costuma funcionar melhor do que insistência ou brigas.”
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Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
