Zoom Debates discute nova NR-1 e impactos da saúde mental no trabalho
- maio 13, 2026
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Programa debateu burnout, ansiedade e novas exigências que obrigam empresas a prevenir riscos psicossociais no ambiente corporativo
Programa debateu burnout, ansiedade e novas exigências que obrigam empresas a prevenir riscos psicossociais no ambiente corporativo
O aumento dos afastamentos por ansiedade, depressão e síndrome de burnout no Brasil foi tema do programa Zoom Debates, exibido nesta semana. Apresentado por Roosevelt Concy, o episódio discutiu as mudanças trazidas pela atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora 1), que agora obriga empresas a adotarem medidas para prevenir riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Participaram do debate as psicólogas Sândia Mello e Gabriela Azevedo, que analisaram os impactos da hiperconectividade, da pressão por produtividade e das relações tóxicas na saúde emocional dos trabalhadores.
Durante o programa, as especialistas destacaram que o problema não está no trabalho em si, mas na forma como muitos ambientes corporativos funcionam atualmente.
Segundo elas, modelos de gestão baseados em cobranças excessivas, metas abusivas e falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional contribuem diretamente para o adoecimento emocional.
Um dos temas abordados foi o chamado “tripé da vida”, conceito que relaciona equilíbrio entre vida pessoal, família e carreira profissional. De acordo com as convidadas, a falta de limites entre esses pilares aumenta o desgaste psicológico.
As psicólogas também alertaram para os impactos da hiperconectividade no cotidiano dos trabalhadores.
O uso constante de aplicativos de mensagens, e-mails e contatos fora do horário de expediente dificulta o descanso mental e contribui para quadros de ansiedade e esgotamento.
O debate destacou que a principal mudança da NR-1 é a inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Na prática, as empresas precisarão identificar fatores que possam provocar
sofrimento emocional nos funcionários, como:
Além disso, as organizações deverão criar mecanismos de prevenção e acompanhamento.
Entre as ações previstas pela nova norma estão:
Segundo as especialistas, a atualização da NR-1 representa uma mudança importante na cultura corporativa brasileira, tornando a saúde mental um tema sujeito à fiscalização do Ministério do Trabalho.
Outro ponto discutido no programa foi o receio que muitos profissionais ainda têm de falar sobre sofrimento emocional no ambiente corporativo.
As psicólogas explicaram que transtornos como ansiedade e burnout ainda carregam preconceitos. Por isso, muitos trabalhadores evitam buscar ajuda por medo de julgamentos ou até demissão.
O debate reforçou a importância de líderes preparados para identificar mudanças de comportamento e criar ambientes emocionalmente mais seguros.
Além do impacto na saúde, o programa também destacou os prejuízos econômicos causados pelo adoecimento mental.
Segundo as especialistas, afastamentos frequentes aumentam o absenteísmo, reduzem a produtividade e geram custos para empresas e para o sistema previdenciário.
Para elas, investir em prevenção e qualidade de vida no trabalho deixou de ser apenas uma questão social e passou a fazer parte da sustentabilidade das empresas.
O programa relembrou que a fiscalização punitiva das novas exigências da NR-1 começará em maio de 2026.
As convidadas defendem uma mudança de mentalidade no mercado de trabalho, substituindo a cultura do excesso por ambientes mais saudáveis e humanizados.
No encerramento, Roosevelt Concy resumiu a principal reflexão do debate: “Até que ponto vale a pena adoecer para continuar produzindo?”.
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Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, telejornalismo e Webwriting
