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Marmita ajuda a economizar e manter alimentação saudável

  • agosto 3, 2026
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Especialistas orientam sobre montagem das refeições, conservação dos alimentos e cuidados para evitar intoxicações

Marmita ajuda a economizar e manter alimentação saudável

Levar marmita para o trabalho pode ajudar a reduzir gastos e manter uma alimentação mais equilibrada. Especialistas da área de saúde e economia dão dicas para quem prepara as próprias refeições.

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A nutricionista e professora da Estácio, Dra. Anete Mecenas, recomenda adaptar princípios da Dieta Mediterrânea à realidade brasileira.

Nutricionista e professora da Estácio, Dra. Anete Mecenas
Dr. Anete Macenas

Segundo ela, uma marmita equilibrada pode combinar arroz, feijão, ovos, frango ou sardinha, além de legumes e verduras da estação.

Para a sobremesa, a especialista recomenda substituir doces industrializados por frutas, como banana, maçã e mamão.

Vidro é opção para armazenar as refeições

Anete recomenda recipientes de vidro para guardar as marmitas. Segundo ela, o material não libera compostos durante o armazenamento.

O trabalhador também pode utilizar recipientes plásticos livres de BPA. Porém, a nutricionista considera o vidro mais adequado para aquecer os alimentos.

Após o preparo, a pessoa deve resfriar a refeição rapidamente e mantê-la refrigerada a cerca de 5°C.

Durante o transporte até o trabalho, a bolsa térmica ajuda a conservar os alimentos. O cuidado reduz o risco de proliferação de microrganismos, como Salmonella e Escherichia coli.

A nutricionista orienta evitar que a comida permaneça por mais de duas horas em temperatura ambiente. Ela também recomenda controlar o tempo e temperatura durante todo o processo.

Congelamento pode reduzir desperdícios

Os alimentos congelados também podem facilitar a rotina de quem prepara marmitas.

Anete orienta manter os alimentos congelados a aproximadamente -18°C. Para refeições prontas, ela indica um período de até três meses para preservar nutrientes e reduzir desperdícios.

No caso das carnes, o período de conservação pode variar entre três e seis meses, conforme o tipo e as condições de armazenamento.

A especialista também afirma que a pessoa pode beber líquidos durante as refeições, mas deve evitar grandes volumes.

Quem apresenta refluxo ou gastrite precisa ter atenção redobrada, pois o excesso de líquido pode piorar o desconforto.

Café exige moderação

O café também pode fazer parte da rotina do trabalhador. Segundo Anete, adultos saudáveis podem consumir até 400mg de cafeína por dia, quantidade equivalente a cerca de três ou quatro xícaras.

Pessoas sensíveis devem evitar o café em jejum, principalmente quando apresentam gastrite ou refluxo.

A especialista também recomenda evitar a bebida após as 16h para não prejudicar o sono. Em quantidades adequadas, o café pode contribuir para a concentração e o desempenho cognitivo.

Marmita pode aliviar o orçamento

Além dos benefícios para a alimentação, preparar a própria comida pode representar economia para o trabalhador.

A professora de Ciências Contábeis da Estácio, Marina Prieto, explica que cozinhar em casa permite controlar melhor os gastos com ingredientes.

professora de Ciências Contábeis da Estácio, Marina Prieto
Marina Prieto

A prática também possibilita aproveitar compras maiores e evitar os preços cobrados por restaurantes.

Segundo Marina, os estabelecimentos precisam considerar despesas operacionais, impostos e margem de lucro nos preços das refeições.

Ao longo do mês, a diferença pode representar uma economia significativa no orçamento doméstico.

Planejamento reduz desperdícios

A marmita também pode estimular hábitos financeiros mais conscientes.

Quem prepara a própria refeição consegue planejar melhor as compras e o consumo. A estratégia também ajuda a reduzir desperdícios e gastos impulsivos.

Marina destaca ainda uma possível economia indireta relacionada à saúde.

Uma alimentação equilibrada pode contribuir para a qualidade de vida e reduzir gastos futuros com problemas de saúde. A especialista também relaciona o hábito à produtividade profissional.

Como evitar alimentos contaminados

O médico e professor do IDOMED, Alberto Falabella, destaca quatro cuidados fundamentais para garantir a segurança dos alimentos:

  1. Limpar: lave as mãos, superfícies e utensílios. Também higienize vegetais consumidos crus.
  2. Separar: mantenha alimentos crus, principalmente carnes, longe de alimentos cozidos ou prontos.
  3. Cozinhar: prepare os alimentos até atingir uma temperatura interna adequada para eliminar bactérias e parasitas.
  4. Resfriar: coloque alimentos perecíveis e sobras na geladeira rapidamente.

O médico reforça que os alimentos não devem permanecer por mais de duas horas em temperatura ambiente.

O que fazer após comer um alimento estragado?

Quem apresentar sintomas após consumir um alimento suspeito deve priorizar a hidratação.

O médico recomenda beber água ou soro em pequenos goles para repor os líquidos perdidos. Uma alimentação leve também pode ajudar durante a recuperação.

Arroz, batata e frutas cozidas estão entre as opções indicadas pelo especialista.

Alberto Falabella recomenda evitar a automedicação, principalmente o uso de medicamentos para interromper a diarreia sem orientação médica.

Também é importante observar sinais de alerta, como febre persistente, sangue nas fezes e sinais de desidratação.

Caso os sintomas não melhorem em até 24 horas, a orientação é procurar atendimento médico. Pessoas que fazem parte de grupos de risco devem buscar avaliação profissional com maior rapidez.

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