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Zoom Debates: Violência Contra Mulher Exige Mais que Leis

  • março 18, 2026
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Especialistas explicam como identificar sinais de abuso e romper o ciclo da violência.

Zoom Debates: Violência Contra Mulher Exige Mais que Leis

Um problema que vai além da violência física

A violência contra a mulher continua sendo uma das questões mais urgentes da sociedade brasileira e vai muito além das agressões físicas. Esse foi o ponto de partida do programa Zoom Debates, exibido pela TV Zoom, que trouxe uma discussão profunda, acessível e necessária sobre o tema.

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Apresentado por Roosevelt Concy, o episódio contou com a participação da delegada Gabriella Vellozo e de Carol Meyer, diretora do projeto Tecle Mulher. Juntas, elas analisaram como a violência se manifesta de diferentes formas, psicológica, moral, patrimonial e física; e como, muitas vezes, começa de maneira silenciosa.

Dados que alarmam

Logo na abertura, um dado preocupante reforça a gravidade do cenário: o Brasil registra, em média, quatro feminicídios por dia. Mais do que um problema de segurança pública, a questão envolve fatores culturais, sociais e educacionais que exigem atenção coletiva.

O ciclo da violência

Durante o debate, um dos principais pontos abordados foi o chamado ciclo da violência, dividido em três fases: o aumento da tensão, a explosão e a chamada “lua de mel”. Nesse processo, o agressor alterna comportamentos abusivos com momentos de aparente arrependimento, criando uma armadilha emocional que dificulta o rompimento da relação.

A violência silenciosa

As especialistas destacaram que a violência psicológica costuma ser o primeiro sinal, manifestando-se através do controle, do isolamento e da desvalorização da vítima. Muitas vezes, o agressor mantém uma imagem social positiva, o que contribui para o descrédito da vítima e o silêncio em torno da situação.

Avanços na lei e desafios na prática

Outro ponto importante discutido foi a evolução das leis brasileiras, como a Lei Maria da Penha, que representam avanços significativos na proteção dos direitos das mulheres. No entanto, ainda existem desafios na aplicação efetiva dessas normas.
Segundo a delegada, não basta ter uma legislação robusta, é fundamental que a sociedade reconheça e enfrente os sinais da violência.

Como buscar ajuda

O programa também explicou como funciona o atendimento especializado nas delegacias, o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas, ferramentas essenciais para garantir a segurança das vítimas. foi ressaltado também  o papel de projetos sociais, como o Tecle Mulher, no acolhimento e orientação.

O silêncio que precisa ser quebrado

A discussão avançou para um ponto crucial: as chamadas “cifras ocultas” , casos de violência que não chegam às autoridades. Medo, dependência emocional, vergonha e falta de informação ainda impedem muitas mulheres de denunciar.

Informação que salva vidas

O debate reforça a importância da informação como ferramenta de transformação. Educar desde a infância, fortalecer redes de apoio e estimular a denúncia são caminhos essenciais para romper o ciclo da violência.
O respeito, a cidadania e a conscientização coletiva são fundamentais para construir uma sociedade mais segura para todas.

 

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