Educação infantil: MPRJ assegura jornada integral em Friburgo
fevereiro 9, 2026
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Decisão judicial obriga a prefeitura a manter carga horária ampliada e reabrir matrículas para crianças de 4 e 5 anos em 2026.
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A Justiça determinou que a Prefeitura de Nova Friburgo mantenha a jornada integral na educação infantil após ação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A decisão obriga o município a reabrir matrículas para 2026 e preservar a carga horária de até 12 horas diárias para crianças de 4 e 5 anos. Segundo o MPRJ, a redução da jornada representava um retrocesso e comprometia o modelo educacional consolidado há mais de duas décadas. O entendimento judicial reforça o princípio da proteção integral da criança e do adolescente. Além de garantir o direito à educação, o tempo integral facilita a rotina de famílias trabalhadoras, especialmente mulheres do polo de moda íntima. O Ministério Público seguirá acompanhando o cumprimento da decisão.
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A jornada integral infantil foi mantida em Nova Friburgo após decisão judicial obtida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A medida obriga o município a reabrir o período de matrículas para 2026 e preservar a carga horária histórica da educação infantil.
Decisão judicial protege modelo consolidado
A ação civil pública foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Nova Friburgo. A sentença determina que a prefeitura mantenha o mesmo número de vagas e a jornada praticada em 2024 e anos anteriores. O tempo de permanência varia entre 10 e 12 horas diárias para turmas de pré-I e pré-II.
Redução de carga horária foi considerada retrocesso
Segundo o MPRJ, o município descumpriu decisão anterior ao reduzir a jornada para 35 horas semanais. A limitação do atendimento às sextas-feiras descaracterizou o modelo existente. A Justiça entendeu que a mudança prejudica a permanência das crianças na escola.
Princípio da proteção integral foi decisivo
A sentença da 1ª Vara de Família, Infância, Juventude e Idoso reconheceu que a redução da carga horária viola o princípio constitucional da proteção integral da criança e do adolescente. O entendimento reforça que políticas públicas consolidadas não podem sofrer retrocessos.
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Qualidade não pode ser trocada por quantidade
O MPRJ reconheceu o avanço do município na eliminação de filas na educação básica. No entanto, destacou que ampliar vagas não pode resultar em perda de qualidade no atendimento. A educação infantil exige estrutura adequada e jornada compatível com as necessidades das famílias.
Política pública com impacto social
Em Nova Friburgo, a educação infantil em tempo integral existe há mais de 20 anos. O modelo beneficia especialmente famílias com apenas um responsável. Muitas dessas famílias dependem do trabalho no polo de moda íntima da região.
Acompanhamento seguirá ativo
O Ministério Público informou que continuará acompanhando o caso. O objetivo é garantir o cumprimento integral da decisão e a preservação da jornada integral infantil, considerada essencial para o desenvolvimento das crianças e a organização familiar.
Através da nota que foi enviada a nossa equipe a Prefeitura esclarece que: “O Município de Nova Friburgo, através da Procuradoria, esclarece que tomou ciência da decisão judicial relacionada à oferta de ensino em tempo integral na Educação Infantil, mas entende que a matéria comporta discussão no âmbito recursal.
Assim, informa que irá interpor o recurso cabível, buscando a reforma da decisão, especialmente quanto aos seus impactos na organização administrativa, pedagógica e orçamentária da rede municipal de ensino.
Reitera-se que a gestão municipal permanece comprometida com a ampliação do acesso à educação, com qualidade, responsabilidade fiscal e respeito às normas legais, sempre priorizando o interesse das crianças e das famílias de Nova Friburgo.”